segunda-feira, 23 de abril de 2018

Horrível e bom

Pensem num jogo ruim, mas bem ruim mesmo. Assim foi Imperatriz 0x0 América. De bom mesmo, só o resultado naquela velha máxima de que um empate fora de casa é sempre um bom resultado. Mas é meio difícil apontar que o América quis, em algum momento, vencer a partida.

Daniel não foi tão terrível como em Aracaju. A zaga também não. Mas os volantes e o meia Luiz Fernando não existiram. Aliás, o analista de desempenho do América deve ter números a respeito de Gercimar que os olhos de uma pobre criatura da arquibancada como eu não conseguem enxergar. Espero que tenha. Não sei nem se Gercimar suou em algum momento do jogo. Em várias oportunidades, nem olhar para o lance da bola, ele olhava, preocupado que estava em não passar da linha do meio de campo. De longe, uma figura absolutamente invisível em campo, seja defensivamente, seja ofensivamente.

Sobre Adriano Pardal, parece cada vez mais forçado a jogar onde não se adapta mais. Seu melhor lance aconteceu quando se posicionou como camisa 9, centralizado, para receber um chutão de Daniel num contra-ataque. De resto, esteve mais no chão e fazendo faltas.

Wandinho, o melhor em campo em Aracaju, entrou nos últimos 5 minutos. Vá entender cabeça de treinador, né?

É meio agoniante ver o América desgastando enormemente seus atletas ainda no 1.° tempo numa ultrapassada marcação individual, mas é assim que Ney da Matta acha que dá certo. Paciência. 

Gostei da ideia de rodar o elenco, especialmente numa maratona de viagens e jogos com curto tempo de intervalo.

Flávio Carioca, novo capitão, mostrou novos recursos e a mesma disposição para defender e atacar. E, cá para nós, marcou muito melhor do que Gercimar.

No fim, a tristeza e a alegria. Tristeza de ver um América absolutamente desinteressado em buscar um gol e sem forças nem para tocar a bola de pé em pé, como fez em Aracaju. A alegria só para a frieza da estatística que mostra um time invicto com Ney da Matta em 2 partidas fora de casa. 

Contra o Confiança na quinta será preciso vencer para levar a vaga. Se não no tempo regulamentar, nos pênaltis. Jogo duro, especialmente para um time como o de Luizinho, que fica muito à vontade quando a pressão está sobre o adversário. Que Deus continue iluminando os caminhos do América, como diz Ney da Matta.

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