Torneio na maior parte das vezes não é justo. A Série D é um torneio, não um campeonato e a torcida do América já sabe disso de cor e salteado.
Na edição 2026, a tabela achou de colocar nas oitavas de final as duas melhores campanhas da competição: Gama e América. Um confronto de Série B, e que poderia muito bem ser a final da Série D, numa fase que ainda não define quem sobe, apenas quem cai fora.
O jogo na Arena das Dunas mostrou desde o apito inicial um nível diferente do visto até então. Como eu disse, um confronto que já foi de Série B. Atletas de ambos os lados, especialmente os do América por jogar em casa, sentiram. Ninguém queria errar. E assim erraram.
O Gama quase entregou um gol ao América logo no início. O América assustou-se com o presente e... errou.
A pressão do Gama não deixava as armações de jogada do América fluírem como sempre e a defesa americana afobou-se inúmeras vezes na hora de armar o jogo, coisa que costuma fazer até com certa maestria.
Eu tinha acabado de comentar sobre isso com Janaina quando a defesa do América enfim acalmou um lance, respirou fundo, trocou passes entre si e Ricardo Luz achou Luiz Thiago, que mandou um balaço para o gol. Um pequeno desvio no zagueiro adversário matou o goleiro do Gama bem dizer no apito final do 1.° tempo.
Houve outras chances no 2.° tempo, como uma bola cabeceada por Wellington Tanque sozinho que foi para fora e outra de Aruá que beijou caprichosamente a trave. Mas o 1x0 era claramente uma goleada para o nível do adversário de Série B de outras épocas.
O encontro truncado e perigoso para as duas melhores campanhas terminou com o América alcançando a ferro e a fogo a sua 7.ª vitória consecutiva na competição, a 5.ª dentro das fases de mata-mata e assumindo o 1.° lugar geral com impressionantes 36 pontos, ante os 35 do Gama.
Lá no Distrito Federal segue a luta pela classificação para as quartas de final. O América de Ranielle Ribeiro deu um passo importante sem reclamar da ausência, por exemplo, de Alisson Taddei. É o jogo coletivo que sobressai, de um por todos e todos por um. Que siga assim.