Punido sem ter culpa tendo que jogar na capital de outro estado, o América fez uma partida com dois tempos bem diferentes no 1x1 com o Fortaleza pela Copa do Nordeste.
Uma defesa praticamente estreante cobrou a conta numa infelicidade de um gol contra, que desnorteou a equipe, que vinha naquele chove não molha de um Alisson Taddei R$ 1 melhor do que nas outras atuações. E a avenida da esquerda segue firme e forte.
Foi nas modificações do 2.° tempo que o América de Ranielle mostrou de vez que não merecia perder o jogo. As entradas principalmente de Galvan, Antônio Villa e Josiel enfim deram volume e eficiência para um abafa do América para cima do Fortaleza. Até Wellington Tanque enfim serviu para alguma coisa e sofreu o pênalti belissimamente cobrado por Copetti, de longe, o melhor em campo. Lançou no ataque, defendeu lá atrás, trocou bons passes e ainda foi coroado com a chance do empate.
Se Josiel já vem pedindo vaga na esquerda, hoje Galvan e Antônio Villa mostraram mais uma vez atuações para pressionar os titulares e também começam a pedir vaga do meio para a frente.
Por fim, a saída de Souza mostrou-se benéfica por evitar que o América jogasse com 2 a menos (junto com Alisson Taddei e seus beicinhos). Desde o jogo contra o ABC, o América evoluiu para deixar de jogar com 3 a menos, 2 a menos e agora joga com um Alisson Taddei que se apresenta numa proporção 40/60 de jogo a favor/contra. Não deixa de ser uma evolução.
Também é bom ressaltar, com ou sem desfalques de ambas as partes, que o América foi o autor dos dois gols num jogo fora de casa contra uma equipe de Série B. Ou seja, não fosse o azar do gol contra, a vitória poderia ter chegado, isso mesmo com um 1.º tempo bem pífio do Mecão.

