No campo, eu adorei a arbitragem de José Magno. Nada de muita firula, jogo de contato correndo, um exemplo nestes tempos de futebol entediante com cai-cai e para-para.
Mas ontem houve um lance de impedimento num gol de Iarley que eu preferi analisar pelo vídeo, já que o meu ângulo não era dos melhores.
O vídeo do canal Goat também não tem um ângulo muito bom, mas eles acertaram em cheio na expressão da auxiliar Larissa. A gente enxerga direitinho ela apontar que o impedimento não foi de Iarley, e sim do jogador que estava por trás dele (acho que Souza) que sobe no mesmo lance para cabecear a bola.
Não vou entrar no mérito se Souza participa efetivamente do lance ou não. Em território brasileiro, esse gesto de Souza costuma ser interpretado como participação efetiva e, portanto, o impedimento estaria correto. Até porque o ângulo de visão de Larissa trazia exatamente isto: um jogador impedido subiu para disputar o lance.
Se houve falha na interpretação do lance, aí cabia ao árbitro central, privilegiado no ângulo para saber se, de fato, Souza disputa ou não a bola, a decisão final sobre o impedimento. Ele acatou a sinalização de Larissa porque teve a mesma interpretação.
Ora, se Larissa viu o jogador atrás do lance (atrás para o ângulo de visão dela) impedido e José Magno que viu tudo por trás identificou que Souza participou do lamce, não há o que discutir: ou Souza estava impedido ou o árbitro central, não a auxiliar, errou.
Gostei muito da arbitragem e José Magno me pareceu sempre em cima do lance. Larissa também me pareceu muito tranquila. Não vejo por que crucificarem uma arbitragem sem proval cabal do erro. Até porque é maravilhoso que surja gente nova para arejar a arbitragem local, evitando algumas murrinhas de sempre, com trocentos erros iguais ou piores nas costas, e com pecha de tendenciosa, o que é terrível para uma função em que é preciso não só ser honesta, mas parecer honesta.
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