O ABC jogou pelo 0x0, torcendo que uma bola lhe fosse concedida. Conseguiu o empate. O América queria vencer para seguir líder. Conseguiu se manter na liderança.
O primeiro clássico da pré-temporada teve cara mesmo de pré-temporada e terminou com cada um levando pelo menos uma coisa que queria no 0x0.
A impressão que tive é de que a situação do ABC, em termos de elenco, é um pouco pior do que a do América.
No caso do time de Ranielle, é muita gente sem condição de ser titular ainda, a começar de Souza (disparadamente) e Iarley (desperdiçou duas chances por escolher errado a força do chute). Cassiano hoje muito abaixo do que se espera. O pior foi que Ranielle errou nas entradas de Ricardo Lopes e Wellington Tanque. Aquele momento exigia rapidez, leveza, tipo Joãozinho, e ele colocou dois jogadores parados há muito tempo e sem a menor pinta das características necessárias ("dois brucutus", na definição de Janaina). Pode ter sido uma forma de mostrar que as contratações não podem mais ser de jogadores encostados (quem tem padrinho não morre pagão, né?). No entanto, a entrada de, pelo menos, Joãozinho, poderia ter sido definitiva para superar a defesa de uma equipe que já estava pedindo para levar um gol há um bom tempo da etapa final. O resultado foi que o América perdeu a boa trama ofensiva, mesmo que abaixo do potencial, que ocorria com Aruá, Lucas Mendes, Cassiano e Salatiel.
Houve até um lance parecido tanto de Salatiel como de Wellington Tanque em que nenhum conseguiu ter a reação (Wellington muito menos) de Caio, cria da base, num dos gols que classificou o América para as oitavas de final da Copinha.
Renan Bragança (voltando aos poucos ao rirmo de jogo), Guilherme Paraíba (partidaça) e Alexandre Aruá parecem crescer ainda mais a cada jogo.
Sobre a entrada com reconhecimento facial (um absurdo, constitucionalmente falando) na Arena, é preciso se baixar um pouquinho para ela capturar. Descobrimos por conta própria, ninguém orientou. Não vou nem falar da informação deficiente, inclusive do América, sobre como fazer o tal cadastro facial.
Também já passou da hora da Arena das Dunas numerar as fileiras do estacionamento. Nenhuma marcação. A pessoa é obrigada a sair catando o carro de fileira em fileira, rezando para que o ponto de referência utilizado para estacionar ainda esteja por lá na hora de ir embora.
Enfim, ainda falta muito para um desempenho adequado, tanto dos times como da Arena das Dunas. Oremos.
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