domingo, 24 de julho de 2022

Inadmissível

O ônibus da delegação do América foi apedrejado na saída de Riachão do Jacuípe-BA. Um estilhaço do vidro frontal atingiu o preparador físico Hebert Araújo, que foi logo atendido pelo enfermeiro Thiago Gomes. 

Até quando vamos achar legal, normal e até bonitinho que uma torcida, qualquer torcida, em qualquer lugar do mundo, se ache no direito de agredir quem quer que seja por frustração no futebol? 

Felizmente a estupidez desta noite não resultou em lesão corporal gravíssima ou morte, mas o dano emocional não se apaga facilmente. Inadmissível que não se possa mais nem trabalhar em paz no futebol nem mesmo numa viagem pós-jogo. 

A delegação seguiu imediatamente para Feira de Santana para jantar. Logo após, continuará a viagem para Salvador, onde permanece até o retorno para Natal na terça-feira.

O América divulgou uma nota de repúdio, que segue abaixo.

Infelizmente a nossa delegação foi vítima da violência que vem se tornando cada vez mais frenquente no futebol.

Mesmo escoltado, o ônibus responsável pelo translado na Bahia foi atacado por pedras na saída da cidade de Riachão do Jacuípe/BA e um estilhaço do vidro frontal superior atingiu sem maiores gravidades o preparador físico Hebert Araújo que, de pronto, foi atendido pelo enfermeiro Thiago Gomes.

Até quando serão necessárias notas como está para dizer que não há espaço para este tipo de atitude no meio esportivo?

Por fim, ficam a nossa indignação, o “susto”, prejuízo material da empresa responsável pelo ônibus e o pedido de que tal atitude NÃO SEJA REVIDADA pela NOSSA TORCIDA.

Passo bem dado

A única preocupação que eu tinha em relação a Jacuipense x América era a possibilidade do Mecão permitir ao time da casa atuar nos contra-ataques, seu forte. Leandro Sena e sua comissão também tinham a mesma preocupação e o América marcou bem e terminou à vontade em campo para fazer 1x0 com Edson Silva, que vai se mostrando jogador de hora crucial, depois de mais uma boa jogada de Elvinho.

O Jacuipense ainda teve algumas oportunidades, particularmente na volta do 2.° tempo, quando o América permaneceu com uma marcação mais recuada (intermediária), só que mais frouxa. Depois de acertar isso, o domínio efetivo, de controle mesmo, do jogo permaneceu com a equipe de Leandro Sena, que chega a 4 jogos sem perder, mas com incríveis 3 vitórias seguidas, crescimento importante e no momento em que a onça começou a beber água.

Ainda restam 90 minutos deste confronto a serem jogados aqui em Natal. O jogo terá casa cheia ante a empolgação da torcida americana, que vem lotando setores na venda antecipada a cada dia. 

É bom abrir o olho porque o Jacuipense gosta de jogar fora de casa. Seriedade e muito empenho na marcação para nem pensar em dar sopa para o azar na Arena das Dunas e a caminhada seguirá no rumo certo.

Podcast: Esgotamento

Não está fácil ter que gastar.




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Podcast: Primeiro passo

América inicia sua caminhada nas eliminatórias da Série D 2022.









Ouça "Primeiro passo - Só Futebol? Não! com Raissa" no Spreaker.

Manchetes do dia (24/7)

A manchete do bem: 
  • SBPC discutirá questões ambientais e a defesa da democracia
As outras: 
  • Vacina contra varíola dos macacos tem disputa acirrada e não chega logo, diz David Uip
  • Estados Unidos enfrentam calor extremo e esperam temperaturas recordes
  • Covid volta a acender alerta na Europa, que vive 7.ª onda e teme nova alta no inverno
Bom dia.

Fonte: Folha de S.Paulo

Today's headlines (7/24)

The headline for good: 
  • Pope to offer long-sought apology to Canada's indigenous people
The others:
  • W.H.O. declares monkeypox spread a global health emergency
  • Climate change is not negotiable
  • Russia strikes Odesa Port, stirring doubts on deal to export grains
Good morning.

Source: The New York Times 

sábado, 23 de julho de 2022

Sufocante

A premissa da série espanhola Intimidade é bem pesada: a vida de duas mulheres (uma é vice prefeita de Bilbao e a outra é trabalhadora de uma fábrica) que não se conhecem sofre abalos radicais após o mesmo tipo de crime: a divulgação de vídeos íntimos de cada uma delas.  A partir daí a série vai tecendo e desfiando a trama que envolve todas as personagens. 


Numa mistura quase constante de presente e passado sem muito aviso, surgem na tela todos os tipos de pessoas e atitudes tão comuns em sociedades machistas, mas sem negar a realidade de vivemos novos tempos em que tais coisas já não são mais aceitas pacificamente. 

A cada episódio (são 8 de quase 50 minutos cada), é impossível não se revoltar contra a pressão sufocante, esmagadora que a sociedade ainda insiste em direcionar a vítimas deste tipo de crime.

Fica o alento de que, a cada episódio, vemos nascer e crescer a força que as mulheres somos obrigadas a forjar desde o dia em que damos o primeiro suspiro até o dia do último.

Além de tudo isso, ainda há os bastidores nada saudáveis da política. É na Espanha, mas poderia ser nos EUA, no Japão ou no Brasil. Só muda o endereço. 

A série fechou bem seu arco no fim dos oitos episódios, mas deixou alguns bons panos para as mangas se houver a decisão de renovação para uma segunda temporada. Torcer para que ela venha. 

Nova perspectiva

Não pense que Não Aguento Mais Não Aguentar Mais é um livro de auto ajuda porque ele não é. Nem pense que vai encontrar nele alguma fórmula mágica que vai solucionar tudo em sua vida porque não vai encontrar.

(Imagem de minha autoria)

A jornalista Anne Helen Petersen se propõe a explicar, exatamente nos termos do subtítulo, como os millennials se tornaram a geração do burnout.

Para quem não sabe (mas isso não quer dizer que não sinta), burnout é aquela exaustão extrema, sensação de esgotamente físico e mental, estresse máximo, normalmente associada ao trabalho. Há bem mais sintomas do que valeria a pena citar aqui, inclusive.

Mas e as causas? Por que chegamos até aqui? O livro faz uma análise que vale a pena acompanhar, ainda que eu dela discorde em alguns pontos e que ela seja essencialmente voltada para a sociedade americana, das pressãos exarcebadas da vida pessoal e social (trabalho incluso) ao longo das últimas gerações (a ênfase é na millennial, mas até para entendê-la melhor, são também abordadas a boomer, a X e a Z).

O trabalho, reconhecido como causa de burnout, mudou ao longo destas gerações e até o que foi pintado como melhora piorou as nossas vidas. 

A autora, então, nos faz questionar conceitos que temos enraizados, mas que nos levam para a direção errada.

Não espere uma solução que não seja coletiva. Não há. O burnout construído socialmente só pode ter uma cura efetiva no mesmo sentido. Então, nada de solução mágica. É a velha arma da cidadania - o voto - que mais pode fazer por nossa saúde.

Acreditando ou não na solução, a análise geracional de Anne Helen foi escrita de forma bastante acessível e torna o livro agradável, mesmo quando traz dados para lá de estressantes. 

Não sei se ele já está disponível aqui em Natal (só o encontrei na época do lançamento na Amazon mesmo), mas sua leitura é indispensável para quem gosta de questionar conceitos.

Manchetes do dia (23/7)

A manchete do bem: 
  • Após mais de 3 décadas, mulheres voltam a competir no Tour de France neste domingo
As outras:
  • Vice-prefeito de Mateus Leme é preso depois de dar tapas nas nádegas de faxineira
  • Governo libera R$ 27 bi para elevar Auxílio Brasil, Auxílio Gás e compra de alimentos
  • Negócios low cost vivem boom com inflação espremendo classe média
Bom dia.

Fonte: Folha de S.Paulo

Today's headlines (7/23)

The headline for good: 
  • Russia agrees to let Ukraine ship grain, easing world food shortage 
The others:
  • After Roe, Republicans sharpen attacks on gay and transgender rights
  • Bannon found guilty of contempt in case related to Capitol riot inquiry
  • Rare case of polio prompts alarm and an urgent investigation in New York
Good morning.

Source: The New York Times