domingo, 24 de maio de 2026

Pivô mesmo

ABC 1x1 América teve um 1.° tempo horrível, apesar do domínio do América. O ABC de Waguinho, que tanto se vangloriou do acerto da marcação contra o América, hoje demorou muito a entender que a marcação feita na cobrança do tiro de meta era exatamente o que Renan Bragança queria: paz e tranquilidade para fazer lançamentos para um ataque menos povoado de defensores. O problema era o América finalizar certo, o que, salvo engano, só ocorreu com Galvan. No finzinho, o ABC terminou encontrando um gol no esforço do seu 10, que, em vez de pedir pênalti, esticou-se todinho para tirar o domínio certo de Renan e a bola terminou com um cabeceio certeiro de sua equipe. 

Diga-se de passagem que Guilherme Paraíba não esboçou a menor reação para atrapalhar o adversário nesse bate-rebate.

No 2.° tempo, aí tivemos jogo mesmo. O ABC, consciente de que achou o gol, tratou logo de tentar só contra-ataques para não se expor mais. Só que Ranielle acertou em cheio nas mudanças. Tirou todo mundo que nada jogou na etapa inicial e colocou Cassiano, que começou de novo a fustigar o lado esquerdo do ABC (Ricardo Luz não é muito ofensivo). Depois colocou Charles e Wellington Tanque que jogaram muito.

Você não leu errado: eu elogiei Wellington Tanque. Hoje ele mostrou o que se espera de alguém na sua posição: fez um gol de cabeça (numa movimentação diferente, diga-se de passagem) e acertou quase tudo como pivô. Eu estou realmente impressionada! Ele foi um outro atleta hoje e, depois de tantas críticas de minha parte, fiz questão de dar o título dessa postagem para o que ele fez, que foi o maior destaque do jogo para mim: papel de pivô mesmo.

Quem segue merecendo críticas é Alisson Taddei. É o cara que já entra cansado. Está 90% do tempo andando em campo, dá as costas para a bola e sai andando como se o jogo tivesse acabado quando sua equipe está com a bola para cobrar, parece não ter compromisso algum com o jogo. Aliás, existem o adversário, o América e existe Alisson Taddei. Ele não faz questão alguma de mostrar que pertence à equipe cuja camisa veste. Vive agarrado com um pé ou uma perna e fazendo careta. Essa é a constância. O talento, como bem disse Wildson no Twitter, aparece que nem a luz de vagalume, mas hoje ficou muito mais tempo apagado do que aceso. É de infartar vê-lo atuar desse jeito com a camisa 10 que já foi de Moura, Souza e até de Paulinho Kobayashi.

Se alguém que goste muito de Alisson Taddei fizesse uma edição só da participação dele hoje, talvez a ficha caísse para ele... A cereja do bolo foi a falta que ele jura que tentou fazer, no seu último lance em campo, para impedir um contra-ataque do ABC e que terminou num voo no melhor estilo "Os Trapalhões" (jovens, deem um Google aí).

Antonio Villa entrou e o espírito Alisson Taddei trocou de camisa: saiu da 10 para 6. Foi a pior partida de Antonio neste ano.  Ele só não fez andar em campo, mas todas as outras mazelas que Taddei fez ele incorporou. Triste.

No fim, palmas para Ranielle que acertou sua equipe no 2.° tempo e confiou em seu processo (Wellington Tanque hoje mostrou o que se espera).

O empate não foi grande coisa, mas o desempenho mostrado após tomar um gol como tomou e voltar para jogar bem melhor e não sair de campo derrotado (mereceu a vitória, inclusive) é digno de elogios,  especialmente considerando-se a pressão que esse clássico representava para o América.

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