segunda-feira, 1 de julho de 2019

"Eu confio bastante no meu grupo"

O técnico Moacir Júnior analisou o empate na primeira partida entre América e Jacuipense na disputa que vale vaga nas quartas de final da Série D.

Jogo duro
Mata-mata de Série D, a gente não esperava nada diferente disso, um grau de dificuldade grande. Acho que todo mundo viu a maneira que o pessoal se portou. Teve um bom comportamento a equipe adversária. No que tange à marcação forte, eles fizeram mais falta que a gente. Foi um dos únicos jogos,  principalmente na nascente das jogadas ali. E em relação à nossa parte ofensiva, a gente hoje procurou muito, mas não conseguimos. A gente estava com pouca inspiração em detrimento dos outros jogos. Mas a gente sabe também da força do nosso time. A gente reverteu algumas situações como essa. A Série D está provando isso. Foram dois, apenas dois resultados positivos em todas as rodadas até agora, só dois resultados positivos. Então é empate e a gente está tranquilo. Nós jogamos lá por dois resultados,  jogamos pela vitória e jogamos pelo empate para buscar a vaga nas penalidades. Então isso também nos dá uma tranquilidade. Eles sabem que vão ter um time também muito competitivo pela frente. Temos ausências, temos retornos, a gente está trabalhando em cima disso. Num campeonato longo como esse, desgastante, você nunca consegue manter um onze. Então agora é ter tranquilidade, fazer uma semana boa, passar confiança para os jogadores como a gente fez lá em Mossoró, onde todos tinham uma desconfiança muito grande. Nós fomos lá, fizemos um grande jogo. Lá em Bahia de feira, todo mundo: "Ah, empatou aqui, foi lá, vai perder lá." Fomos lá, ganhamos o jogo e trouxemos a liderança. Agora temos que fazer isso. Sabemos da dificuldade, mas eles também sabem que vão ter um time muito competitivo e um time que vai brigar passo a passo, minuto a minuto, por essa classificação. 

Estatísticas 
Engraçada foi essa questão das faltas que eu te falei. Eles cometeram mais faltss que a gente, isso significa que eles pararam mais o jogo, pararam mais principalmente na criação, a nossa criação. Existe também uma situação que os jogadores, ao longo do tempo, eles vão se conhecendo muito. Aí, quando um não joga, o cara já levanta a cabeça procurando aquele um que, de repente, talvez não jogou. Mas eu gostei muito da postura do Alison, por exemplo. Fez uma partida irrepreensível. Em relação ao sistema defensivo, é mais um jogo que a gente não toma gol. Então isso é um outro fator que nos leva com muita esperança porque, se a gente não tomar gol lá, a gente está já na disputa pelos pênaltis. E aí se a gente tiver um pouco mais de inspiração... Eu acho que a palavra seria essa. Não faltou vontade em momento nenhum, mas faltou inspiração, sim, no sistema ofensivo, no que tange ao penúltimo passe, no que tange a aquele um-contra-um que a gente fala, que nós temos atletas para isso, mas hoje o pessoal deles conseguiu fazer uma boa barreira, marcou forte e não nos deu chance.

Hiltinho
A gente sabia, pelo período que ele ficou inativo, que poderia ser uma incógnita. Mas você joga em casa, você tem um meia que foi o melhor meia do Campeonato Potiguar, que foi campeão com a gente, que está totalmente inserido num processo, aí você abre mão de jogar com ele, se eu não coloco ele de cara, uma hora dessas vocês estariam me execrando: "Por que não começou com Hiltinho?" Então esse é o futebol. Batalhou, às vezes correu numa antemão de algumaa situações, mas ele, como todos, a gente não pode agora individualmente atribuir o empate como se também tivesse sido derrotado, a gente não pode atribuir a ninguém. Eu confio bastante no meu grupo. Vamos trabalhar forte. Sabemos do quilate do adversário. E o mais importante agora, como eu falei com vocês, se a gente não tivesse tido Mossoró, se não tivesse tido Feira de Santana, eu acho que poderíamos estar apreensivos. Mas como teve um comportamento muito bom do time numa situação idêntica a essa, a gente espera novamente que o time tenha o brio e a personalidade para ir lá e trazer a classificação para o último mata-mata. 

Gramado na volta
Jogar como a gente jogou contra o Bahia de Feira, jogar como a gente jogou contra o Potiguar de Mossoró, que o gramado não era igual. Eu acho que, quando você está num campeonato e você precisa fazer a coisa acontecer, você não ficar escolhendo muito essa questão do local, não. Inverteu-se. Óbvio que se esse empate tivesse sido lá, a nível de expectativa de torcida, de imprensa, de tudo: "Ah, foi lá, buscou um 0x0 e vai classificar." E agora, de repente, o empate foi aqui, causa uma interrogação maior. E, de repente, a gente trabalha em cima dessa interrogação e a coisa acontece. A gente tem um time experiente e o gramado lá também está muito bom. O que nos preocupa lá não é o gramado. O que nos preocupa lá é a questão da logística de algumas coisas que a gente sabe, mas que só vai externar isso no momento certo. E vamos tomar todas as precauções para que nada seja como não foi aqui hoje. E outra coisa: parabéns ao árbitro Vinícius Furlan, uma arbitragem perfeita. Picotou um pouco o jogo, mas perfeita. Só errou no cartão do Leandro Melo, que aí foi com a bola, tirou, o América vai buscar, não sei se é possível ou não, mostrar essa imagem, não para denegrir a atuação do árbitro, mas mostrar que com aquele cartão foi tirado de uma forma injusta o atleta de uma decisão. Mas independente disso, é de novo reconsiderar. Eu vou ter de volta o Moreilândia, que está machucado, eu vou ter de volta o Fábio Souza, que voltou agora. Eu tenho treinado com outras situações também, sem inventar. O Geninho fez uma semana todinha de primeiro volante. Treinei ele. E de repente também a gente pode chegar lá e ter uma postura até mais ofensiva, não sei. Vamos aguardar. A gente sabe disso. Como você falou, tecnicamente o time deles mostrou qualidade, mas ele sabe também que hoje o nosso time, por um motivo ou por outro, faltou um pouquinho de ser mais incisivo. E nós vamos ser lá.

"Nós vamos escrever uma história diferente"

A grande dama

A grande dama brasileira da interpretação terá livro de memórias publicado em duas versões em agosto. É o que informa Lauro Jardim em sua coluna de domingo:

A voz
"Prólogo, ato, epílogo", o livro de memórias que Fernanda Montenegro lança (em parceria com a jornalista Marta Góes) no final de agosto pela Companhia das Letras, terá uma versão em audiobook. A aposta da editora é que este será o primeiro caso de best-seller neste nicho no Brasil, por causa do impacto que terá a maior atriz brasileira dando a voz e a entonação perfeitas à sua própria história.

Moacir Júnior na TV Mecão

Manchetes do dia (1/7)

A manchete do bem: Eclipse solar será visível no Brasil nesta terça (2).

As outras: Marcelo Odebrecht acusa cunhado e executivo de manipulação de acordos, Ministros do STF receiam que vazamentos da Lava Jato façam delatores mudarem versões e Nova lei dificulta a liberação da pensão por morte do INSS.

Bom dia, minha gente!

Fonte: Folha de S.Paulo

Today's headlines (7/1)

The headline for good: Pride Parade: 50 years after Stonewall, a joyous and resolute celebration.

The others: In new talks, U.S. may settle for a nuclear freeze by North Korea, Unleashed, robo-insect takes flight, and Kevin Durant to join Nets in N.B.A. free agency.

Good morning, everyone!

Source: The New York Times

domingo, 30 de junho de 2019

Jogo de paciência

Quem achava que seria uma moleza para o América enfrentar a Jacuipense não prestou bem atenção no desempenho do time baiano. 

Aliás, menosprezou a atual fase da Série D. Não há jogo fácil. Vou escrever de novo: não há jogo fácil. E os primeiros toques da Jacuipense na bola já davam a ideia da pedreira.

Dito isto, o jogo exigia paciência. Mas nem a torcida nem o time de Moacir Júnior entenderam essa necessidade. Havia um afã de acelerar o jogo o tempo todo, e muitos lances ou foram desperdiçados ou viraram contra-ataques para o adversário em bolas alçadas por zagueiros e volantes ou viradas afobadas. 

Para piorar, o time sentiu enormemente a ausência de Roger Gaúcho ante um Hiltinho sem ritmo de jogo. Ele até melhorou no fim do 1.° tempo. Mas aí Moacir cometeu o erro crasso de colocar Mikael em seu lugar. Mikael fez uma partida tenebrosa, não tendo acertado nem pedra na lua. Pelo contrário, virou a melhor arma da Jacuipense, uma vez que as triangulações sumiram com seus passes errados.

A queda foi tão brutal que Canindé Pereira chegou a me perguntar na transmissão o que dava para fazer. Apontei que o certo seria a entrada de Murici no lugar de Mikael, mas que é muito difícil um treinador ter peito de retirar um jogador que ele colocou no 2.° tempo sem que haja uma contusão.

Adenilson e, principalmente, Pardal estiveram bem abaixo também.

O time baiano ainda obrigou Ewerton a duas grandes defesas no 2.° tempo. E o América nada de se encontrar no toque de bola e nas subidas de Jean Patric como ponta, uma de suas mais letais jogadas.

No fim, 0x0. Mais um empate nas oitavas de final da Série D. Foram 6:  Bragantino 0x0 Floresta, Vitória 0x0 Ituano, Caxias 0x0 Cianorte, Boavista 1x1 Brusque, Juazeirense 1x1 Iporá, além de América 0x0 Jacuipense. Somente São Raimundo 1x0 Manaus e Fluminense 0x1 Itabaiana quebraram a escrita, mesmo assim com placar mínimo. Entenderam a dureza do negócio?

Agora o time de Moacir tem mais uma situação de superação a enfrentar, como foi a tônica no estadual, na Copa do Brasil e até mesmo nesta edição da Série D. Mais um percalço a superar. E sem Leandro Melo. 

É tirar lições dessa partida e arregaçar as mangas para no próximo domingo conquistar a vaga para as quartas de final. Sem afobação. 

Chegar cedo

Tendo em vista a multidão do jogo passado acessando as arquibancadas praticamente pelos mesmos portões e a informação de que, mesmo a venda de ingressos tendo começado mais tarde, o Leste inferior já estava esgotado desde sexta-feira e os ingressos do Nota Potiguar pela primeira vez foram esgotados para um jogo aqui em Natal, é melhor a torcida americana se preparar para chegar cedo hoje na Arena das Dunas.

No jogo passado, quase 10 mil torcedores empurraram os comandados de Moacir Júnior para as oitavas de final. A expectativa hoje é para mais um recorde de público. Ontem mesmo o setor Premium teve sua carga inicial esgotada, segundo informação de Roberto Bezerra, estando a reserva técnica disponibilizada desde já para a compra tanto na própria Arena como no seu site.

Teremos um domingo de recorde de público na Série D, sem sombra de dúvidas. Então, é melhor chegar cedo para evitar tumulto e preparar o grito para engrandecer o América, apequenar a Jacuipense e evitar qualquer descuido da arbitragem. 

Em jogo de 180 minutos, cada segundo é fundamental. E a galera presente na Arena das Dunas fará a diferença dentro de campo. 

Leve seu grito.

Podcast: A conta do chá

O sapato vai ficando apertado nas Séries C e D.


Copa 2019: Resultados das quartas de final - dia 3

Itália 0x2 Holanda
(Miedema, Van Der Gragt)
Cartões amarelos: 4 (Linari, Guagni, Cernoia, Sabatino)

Alemanha 1x2 Suécia
(Magull, Jakobsson, Blackstenius)
Cartão amarelo: 1 (Rolfö)