Fui me vacinar na OAB hoje e dei de cara com uma edição da revista Justiça & Cidadania com o Ministro do STJ Ribeiro Dantas na capa. Isso me levou para uma viagem no tempo.
Há 25 anos (no fim de 2001), a minha turma, que ingressou na UFRN em 97.1 (ou no primeiro semestre de 1997, como queiram), concluía o curso de Direito no turno matutino.
A revista me transportou no tempo porque entre 1999 e 2000, se a memória não me trai, o então professor Marcelo Navarro, também procurador da República no RN, me encaminhava para minha paixão processualística com as aulas de TGP (Teoria Geral do Processo).
Aí me lembrei de outro Ministro do STJ, Gurgel de Faria, também na mesma época, e também conhecido por nós pelos primeiros nomes (professor Luiz Alberto, então juiz federal), me fazia dar os primeiros passos (e bem dados!) no Direito Administrativo, mesmo sendo ele fã de verdade de Direito Tributário.
Aliás, quando iniciei a faculdade, o Rio Grande do Norte tinha José Augusto Delgado como Ministro do STJ. Esse não foi meu professor, mas pude acompanhá-lo num congresso aqui em Natal e me lembro bem dele fazendo piada da realidade de milhares de processos para um único ministro por ano, o que, segundo ele, os transformava em "locutores de turfe" para dar conta de ler o mais rápido possível numa Seção o maior número de processos.
Tive maravilhosas e maravilhosos professoras e professores de todas as matizes, exercendo apenas o magistério ou acumulando com a advocacia ou outras funções públicas (fiscal do trabalho, vereador, procurador da República, promotor, advogado da União, desembargadora, juiz...).
Tive também alguns que gostaria de riscar do caderno, como um que assediava uma colega abertamente em plena aula (triste realidade dos anos 90-2000 para quem não era homem hetero e branco).
Prometo voltar a escrever sobre elas e eles aos poucos ao longo deste ano, como forma de matar a saudade. Se a memória não me trair...
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