Em 13 de março, tive a oportunidade de assistir à peça Autobiografia Autorizada, de Paulo Betti, no teatro Sesc Sandoval Wanderley. Comentei à época que era uma nostálgica viagem no tempo que o ator/autor nos proporcionava dentro de suas lembranças da família.
Hoje pude terminar a leitura da obra de mesmo título adquirida na mesma noite e por ele gentilmente autografada.
Não se deve esperar uma cronologia rígida. A exemplo da peça, Paulo vai contando episódios de sua família sem que eles sigam necessariamente uma sequência esperada.
Também não se deve esperar uma narrativa como de um romance. Claramente o livro foi pensado como roteiro da peça e, para quem teve a oportunidade de assistir a ela, funciona como retomada do que se viu e novos episódios que nela não entraram.
A leveza vista na peça é seguida à risca no livro. Dá até para relembrar as risadas da plateia em alguns momentos.
É livro para se ler numa tarde de dia não útil, ou numa noite de dia útil, num fôlego só e apreciando as fotografias (literais ou narradas) de uma época de certa inocência.

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