quinta-feira, 19 de outubro de 2017

16 datas

Não foi dessa vez que a Federação Norte-rio-grandense de Futebol elaborou um estadual mais próximo do conceito de justiça. E também respeitou as datas. Nesta quinta, segundo o Globoesporte.com, a FNF bateu o martelo para que o campeonato do próximo ano tenha duas partidas finais cujos participantes serão decididos em dois turnos, um só com partidas de ida e outro só com as de volta.

Com 7 rodadas no 1.º turno, 7 rodadas no 2.º turno e mais 2 partidas finais para os campeões dos turnos, o Campeonato Potiguar 18 precisará de 16 datas entre 13 de janeiro e 8 de abril, data limite imposta pela Confederação Brasileira de Futebol para a última partida dos estaduais. Só que nesse calendário a CBF prevê apenas 13 datas (fins-de-semana). Ou seja, quem disputa Copa do Nordeste (ABC e Globo) e Copa do Brasil (América, ABC e Globo, salvo engano) deve passar aperto com essas 3 datas a mais.

Era assim mesmo tão difícil deixar apenas pontos corridos para definir o campeão ou trocar de vez para um sistema eliminatório? Essa mistura não é legal e só serve para termos o velho lamento de que tal clube tem 1.000 pontos a mais do que o seu adversário na final e pode cair fora por causa de um tropeço numa das duas partidas.

14 rodadas definiriam o campeão com o aperto de apenas 1 data. Mas como eu disse anteriormente, não seria surpresa se surgisse um monstrengo ainda pior do que os vários formatos possíveis de grupo. Agora temos a mistura de um campeonato de turnos com pontos corridos e com a necessidade de 3 datas a mais do que as separadas pela CBF.

Definitivamente, nada é tão ruim que não possa piorar.

Segue a primeira rodada, que, teoricamente, será em 13 de janeiro (vai saber...):
América x Campeão da 2.ª Divisão
Globo x Baraúnas
Potiguar x ASSU
Santa Cruz x ABC

Primeiro

Da lista de 5 jogadores que estão para ser anunciados pelo América para fechar os profissionais da temporada 18, restam 4. Hoje o clube anunciou oficialmente o goleiro Thiago Braga, de 33 anos, que estava no Uberlândia.

Da citada lista, restam um zagueiro, um lateral direito, um lateral esquerdo e um atacante.


Conhecendo Anthony

Manchetes do dia (19/10)

A manchete do bem: Rafael Godeiro e Osvaldo terão que devolver dinheiro de fraides no TJRN.

As outras: Caern vai construir emissários pluviais para despejo de esgoto tratado no rio Potengi, Raquel Dodge critica mudança na fiscalização sobre trabalho e Prêmio Oceanos de Literatura tem seis brasileiros na final.

Bom dia, minha gente! 

Fonte: Tribuna do Norte

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

América à vontade no ambiente virtual

Não causa surpresa que o América se sinta tão à vontade no novo ambiente virtual que impera no nosso dia-a-dia e seja um dos grandes desbravadores da mídia digital no futebol brasileiro com a TV Mecão.

O ranking digital (40 maiores clubes) de outubro dos clubes do futebol brasileiro do IBOPE Repucom aponta o América como o clube com o maior número de seguidores nas redes sociais tanto no futebol do RN como dentre os 68 participantes da Série D 17. 

Nacionalmente, o América é o 29.°, com 394.025 seguidores no Facebook, no Twitter, no Instagram e no YouTube. São quase 10 mil seguidores a mais que o segundo representante do RN na lista, o ABC. Os dois são os únicos norte-rio-grandenses no ranking.

Em relação ao Nordeste, o América é o 7.°, atrás de Sport, Bahia, Vitória, Ceará, Santa Cruz e Fortaleza, todos posicionados nas Séries A, B ou C, acima de onde se encontra o 1.° lugar do RN.

Em relação à Série D, o América é o 1.° com folga. São quase 126 mil seguidores a mais que o  2.° colocado, que é o Red Bull Brasil. A Portuguesa aparece no 3.° lugar e o Audax, em 4.°, fechando os participantes dessa série que figuram no ranking.

No ranking geral, figuram atrás do América 1 clube da Série A (Atlético-GO), 6 clubes da Série B (ABC, Náutico, Paraná, CRB, Brasil-RS e Juventude) e 1 clube da Série C (Joinville), além dos já citados da D.

Imagem: IBOPE Repucom

Vale ressaltar mais uma vez que o ranking é mensal e se refere ao mês de outubro, e o América não joga profissionalmente desde de agosto, o que certamente tem influência na composição dos seguidores virtuais. Isso também revela de certo o enorme potencial de crescimento do clube em tal ambiente.

As plataformas digitais são o futuro dos investimentos de mídia. E esse futuro já bate à porta. Podem anotar.


Fugaz

Falei do choro de Itamar Schülle e ia esquecendo de falar no amor que ele declarou ao ABC antes do último choro.

Pois é. Parece que, do jeito que veio, o amor foi embora. Foi o chamado amor fugaz.

O líder de uma nação

No mar de angústias que envolve o povo brasileiro a respeito de seus representantes, é preciso lembrar que os eleitos chegam aos cargos em que se encontram porque tiveram votos para tanto. Logo, a culpa é nossa. Falei a respeito disso no Podcast: A culpa é dos outros, na sexta passada. 

E se a culpa é nossa precisamos agir para resolver o problema. Uma das formas é começar de agora a prestar atenção nos políticos e possíveis candidatos da eleição de 2018 e o que andam fazendo de bom ou ruim na vida pública. Outra: perfil para o cargo é importante. Vejam o caso dos Estados Unidos com o biruta do Donald Trump. Os americanos resolveram seguir o exemplo brasileiro do ridículo voto de protesto, quando os escolhidos só precisam aparentar serem diferentes do padrão, sem a menor preocupação com coerência, capacidade para o cargo, ou mesmo lógica das ideias. O resultado é sempre um caos maior.

A respeito disso, a cantora Madonna resumiu bem a questão quando entrevistada pela Veja (27/09/17, especificamente página 92):

"Você é opositora de Donald Trump. Podemos esperar críticas ao presidente no seu próximo disco?
Não sei. Já disse o que tinha a dizer sobre ele. E nem sei quem estará na Presidência quando meu álbum sair.

Mas a crítica política fará parte do disco?
Posso fazer comentários sobre isso nas minhas músicas, mas não será particularmente sobre uma pessoa. Os líderes mundiais estão afundando a sociedade em pensamentos insensíveis e conservadores. Com a economia em colapso, as pessoas acham que o melhor é confiar nossos governos a empresários de sucesso. Mas não é assim que as coisas funcionam. Ser o líder de uma nação exige diplomacia, experiência, capacidade intelectual. É um emprego colossal, e cada vez mais pessoas desqualificadas estão conquistando esse papel. Quero falar em minhas músicas sobre como chegamos a esse ponto. Não podemos continuar culpando nossos líderes, temos de culpar a nós mesmos. Precisamos nos envolver com o mundo e pedir pelas mudanças que queremos."

É por aí. Trazendo para o Brasil, nós criamos o problema, nós temos que tomar as rédeas da solução. E aprender a acompanhar o noticiário de política, de economia, enfim, de tudo que diga respeito ao país, inclusive de pretensos candidatos, se aprofundando em assuntos através de estudo é o melhor caminho para começarmos uma necessária limpeza a partir da próxima eleição. 

A partir daí desse interesse, passar também a se engajar em projetos populares de lei para a mudança de pontos que hoje entravam uma representação política mais ética, como o esdrúxulo foro privilegiado.

Não custa lembrar o parágrafo único do 1.º artigo da nossa Constituição: "Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição."

Itamar Schülle pediu para sair

Depois de apenas 8 partidas, sendo 1 vitória, 3 empates e 4 derrotas, o técnico Itamar Schülle pediu demissão do cargo de treinador do ABC pelo WhatsApp, segundo o blog Marcos Lopes e deve acertar com o Cuiabá para a próxima temporada.

Interessante que depois de chorar, perder muito e ter suas decisões questionadas pela imprensa, Itamar sucumbiu justamente quando a equipe engrenou duas partidas sem perder, um grande feito dentro da mediocridade da campanha atual.

O ideal agora seria um treinador para 2018, mas a crise do ABC anda tão avassaladora que não dá nem para apostar que o presidente encerra o mandato, quanto mais que o treinador que assumir ficará para a próxima temporada.

Discussões do estadual

A FNF deve encerrar nesta quinta-feira as discussões a respeito do novo formato do campeonato estadual para a próxima temporada. Estão mantidos o rebaixamento de apenas uma equipe (neste ano, o tradicional Alecrim caiu) e a obrigatoriedade de que atletas sub-23 sejam relacionados para os jogos, embora o número tenha passado de 5 para 6.

Mesmo com menos datas, a entidade insiste num campeonato disputado em dois turnos com finais, mesmo sendo apenas um jogo final por turno e não mais com mando de campo da FNF, mas do melhor classificado.

Segundo o Globoesporte.com, o diretor de futebol do América Leonardo Bezerra defendeu os pontos corridos:

"Para o América seria a melhor forma de se disputar, até pela possibilidade de terminar muito em cima do Campeonato Brasileiro. A nossa margem de manobra de contratações ou de rescisões, caso algo venha a acontecer, é muito pequena, devido à exiguidade de tempo. Diminuindo as datas de finais de primeiro e segundo turno, nós ganharíamos com isso quase 15 dias, além de premiar a melhor campanha."

Aqui no Só Futebol? Não! já abordei o tema algumas vezes desde a divulgação do calendário da CBF, que reduziu os estaduais a 13 datas. Em Apertou, chamei atenção para o fato de que em 2017 quem menos jogou (clubes que não disputaram finais), jogou 14 vezes no estadual daqui. Ou seja, ainda que a solução seja a apontada por Leonardo Bezerra, que é a mais justa em minha modestíssima opinião porque todos jogam em todas as datas e sem zerar pontos em algum momento, o estadual levaria uma data a mais, o que pode atrapalhar especialmente as equipes que disputarão a Série C 18 (Globo confirmado e ABC a caminho), que começa exatamente 7 dias após a última data do estadual (final no dia 8 de abril e início do Brasileiro em 15 de abril).

E no Podcast: 2018 é logo ali, apontei algumas opções de formato dentre as datas possíveis, com destaque para a que me parece a mais justa possível, sempre considerando as 13 datas do calendário da CBF. O estadual teria duas fases. Na primeira, dois grupos de 4 seriam formados, de preferência separando América e ABC. Os jogos seriam disputados em ida e volta. Os dois primeiros colocados de cada grupo classificariam-se para o quadrangular do título. Os dois últimos de cada grupo passariam para o quadrangular do rebaixamento.

Na segunda fase, haveria o quadrangular do título, também com jogos em ida e volta. O primeiro colocado seria campeão; o segundo, vice; e assim todas as vagas estariam distribuídas da Copa do Brasil, da Copa do Nordeste (agora, só o campeão vai) e da Série D.

Também haveria o quadrangular do rebaixamento, com jogos em ida e volta. Neste caso, o rebaixado seria o último colocado.

Percebam que todos os participantes jogariam em todas as datas e sem aperto, já que teríamos 6 datas na primeira fase e 6 datas na segunda fase. Ou seja, 12 datas, deixando uma de sobra para eventualidades. Todos os jogos teriam praticamente o mesmo peso para as disputas, especialmente no grupo do título, uma vez que, normalmente, a briga é acirrada pelo primeiro lugar. E até o rebaixamento teria uma disputa mais emocionante.

Até um leitor anônimo deixou pronta a formação dos grupos iniciais em comentário no Podcast: 2018 é logo ali. Transcrevo agora:

"Grupo A: ABC, ASSU, Potiguar e Campeão da Segunda Divisão. Grupo B: Globo, América, Baraúnas e Santa Cruz. (...) A formação dos grupos da primeira fase é baseada no critério técnico, como se faz em competições que tem quartas e semifinal. De um lado primeiro, quarto, quinto e oitavo. Do outro segundo terceiro, sexto e sétimo. (...)"

Não vejo com bons olhos a insistência da FNF em fazer uma final a cada turno. Se é para invadir datas, que deixe o melhor e mais justo formato: pontos corridos. Se o problema é emoção, pelo menos adote um formato que não prejudique nem tecnicamente, nem financeiramente os clubes, como a aqui mencionada, que mantém todos em atividade - e com emoção - até o fim.

Mas nada é tão ruim que não possa piorar, não é mesmo? Aguardemos.

Xodó de volta

A torcida adorou o anúncio da volta de Matheusinho, jovem talento que demonstrou muito potencial pela Série C 2015, quando vestiu a camisa americana.

Vem fácil à lembrança o belo gol do meia, logo após ser colocado em campo pelo técnico Roberto Fernandes, na suada vitória contra o Vila Nova (que se sagraria campeão mais à frente) na Arena das Dunas, arrancada já nos acréscimos da partida.

O gol que o transformou em xodó da torcida

Matheusinho falou sobre sua volta ao América:

"Estou muito feliz em voltar a vestir a camisa do América. É uma camisa que tem bastante história e tradição. Vou dar o meu melhor para honrar a camisa e o clube. Estou voltando bastante motivado, mais experiente. E que esse ano de 2018 seja de realizações e que eu, junto com meus companheiros, consiga os objetivos do clube, que é ser campeão estadual, voltar à Série C e futuramente voltar à B porque o América tem que estar entre [os que estão no] topo. É time grande."