quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Desprazer

Eu já havia me prometido não falar mais a respeito da justiça desportiva tupiniquim porque ela é uma caricatura bizarra do que aprendemos como Direito, particularmente Direito Processual. Mas tive o desprazer de acompanhar o julgamento da canetada da FNF e vi que a coisa é pior do que eu imaginava.

Num processo de acusação, a defesa falou antes (!?!?!) dos terceiros interessados, verdadeiros assistentes de acusação, espancando os princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório.

Os auditores votavam sem fazer menção se acompanhavam o relator ou a divergência integralmente ou não, a ponto do presidente ter que voltar e perguntar "só para esclarecer" como havia votado cada auditor.

O próprio presidente teve que ser interpelado pelo advogado do ABC como havia votado, isso após declarar o resultado.

Isso foi o que deu para acompanhar/entender nas longas idas e vindas do som dos microfones.

Espero que tenha sido eu que ouvi/entendi tudo errado, caso contrário, é patente apontar o Direito Desportivo brasileiro como definitivamente disruptivo, para usar a palavra da moda, em relação ao que é um processo no mundo do Direito. 

Deus tenha pena de mim e defenda esta especialista em Direito Constitucional e amante do Processo Civil Brasileiro da ideia de acompanhar algo desse nível novamente (bate na madeira três vezes).

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