Com muito domínio, muitas chances e também muita displicência, o América conseguiu sua classificação para a próxima fase da Série D ao vencer o Central por 1x0 (gol de Galvan) e hoje é o líder do seu grupo com a melhor defesa de todas as séries do Campeonato Brasileiro.
Gostaria de destacar duas coisas. A primeira delas: a melhor atuação de Galvan nesta temporada. Eis um jogador que claramente vem numa crescente e hoje foi o absoluto dono do jogo. Todas as jogadas mais perigosas passaram por seus pés, ainda que seus companheiros tenham dado um jeitinho ou outro de estragar as coisas na maior parte delas. Já merecia um gol desde o clássico. Hoje precisou marcar dois para um valer, já que a arbitragem marcou impedimento no primeiro (de onde eu estava, que não era o melhor ângulo, achei a jogada normal).
A outra: não é possível imaginar que o América possa seguir criando tantas chances e desperdiçando 99% delas na maior cara dura. Contra o Central, a maior parte das sobras para chute ou cabeceio caíram com Aruá, que parecia empenhado em mandar para fora.
De passagem, cito mais uma boa apresentação de Wellington Tanque fazendo pivô (quem diria?!).
Também acrescento que não gostei da saída de Cassiano, que, ainda que errasse finalizações, estava bastante empenhado em fazer a direita funcionar, uma vez que Lucas Mendes fez péssima partida. Gostaria de ter visto Ranielle arriscar mantendo Cassiano em campo, até para compensar a ausência de subidas de Ricardo Luz. Quando enfim Cassiano puxou as pernas do short, coisa que não faz há tempos e que costuma ser mortal para os adversários, Ranielle o sacou. Chance perdida de massacrar o Central de vez.
No caso, Alisson Taddei, que até correu mais (milagre!) poderia ter cedido o lugar ou mesmo Aruá, que, mais avançado, estava desperdiçando todas. Eu teria tirado mesmo era Luiz Thiago para Mateus Régis. Se é para ter um 9 que não funciona, melhor um falso 9, que incomoda mesmo a defesa adversária, o que poderia ser cumprido tanto por Mateus como por Cassiano.
São detalhes para reflexão, até porque o América não pode seguir desperdiçando tantas oportunidades. O que importa agora é que a classificação chegou. Hora de ajustar as velas para mares mais revoltos à frente.