domingo, 11 de janeiro de 2026

América é líder

Fechada a 1.ª rodada do estadual, o América ocupa o 1.° lugar com o melhor saldo de gols e o maior número de gols marcados neste início do único torneio oficial da pré-temporada.
  • América 4x1 Potyguar 
  • Globo 0x1 QFC
  • Santa Cruz 0x1 Potiguar
  • ABC 2x0 Laguna
Classificação
1.° - América - 3 (1 vitória, saldo 3)
2.° - ABC - 3  (1 vitória, saldo 2)
3.° - Potiguar e QFC - 3 (1 vitória, saldo 1)
5.° - Globo e Santa Cruz - 0 (saldo -1)
7.° - Laguna - 0 (saldo -2)
8.° - Potyguar - 0 (saldo -3)

América 4x1 Potyguar

Justiça seja feita

No campo, eu adorei a arbitragem de José Magno. Nada de muita firula, jogo de contato correndo, um exemplo nestes tempos de futebol entediante com cai-cai e para-para.

Mas ontem houve um lance de impedimento num gol de Iarley que eu preferi analisar pelo vídeo, já que o meu ângulo não era dos melhores.

O vídeo do canal Goat também não tem um ângulo muito bom, mas eles acertaram em cheio na expressão da auxiliar Larissa. A gente enxerga direitinho ela apontar que o impedimento não foi de Iarley, e sim do jogador que estava por trás dele (acho que Souza) que sobe no mesmo lance para cabecear a bola. 

Não vou entrar no mérito se Souza participa efetivamente do lance ou não. Em território brasileiro, esse gesto de Souza costuma ser interpretado como participação efetiva e, portanto, o impedimento estaria correto. Até porque o ângulo de visão de Larissa trazia exatamente isto: um jogador impedido subiu para disputar o lance.

Se houve falha na interpretação do lance, aí cabia ao árbitro central, privilegiado no ângulo para saber se, de fato, Souza disputa ou não a bola, a decisão final sobre o impedimento. Ele acatou a sinalização de Larissa porque teve a mesma interpretação.

Ora, se Larissa viu o jogador atrás do lance (atrás para o ângulo de visão dela) impedido e José Magno que viu tudo por trás identificou que Souza participou do lamce, não há o que discutir: ou Souza estava impedido ou o árbitro central, não a auxiliar, errou.

Gostei muito da arbitragem e José Magno me pareceu sempre em cima do lance. Larissa também me pareceu muito tranquila. Não vejo por que crucificarem uma arbitragem sem proval cabal do erro. Até porque é maravilhoso que surja gente nova para arejar a arbitragem local, evitando algumas murrinhas de sempre, com trocentos erros iguais ou piores nas costas, e com pecha de tendenciosa, o que é terrível para uma função em que é preciso não só ser honesta, mas parecer honesta.

Manchetes do dia (11/1/26)

A manchete do bem: 
  • Lula sanciona lei que institui dia de luto às vítimas de feminicídio
As outras: 
  • Chocolate, queijo e azeite podem ficar mais baratos com acordo entre UE e Mercosul
  • Indonésia bloqueia acesso ao Grok, a IA do X, após geração de fotos sexualizadas de crianças
  • Afastamentos por burnout disparam e gastos com auxílios pressionam Previdência 
Bom dia.

Fonte: Folha de S.Paulo

Today's headlines (1/11/26)

The headline for good: 
  • Congress is reversing Trump's steep budget cuts to science
The others: 
  • At the Rikers jail, the women have no library. But they have a book club.
  • Anti-ICE protests spread nationwide 
  • Mamdani announces plan to expand public bathroom access in New York 
Good morning.

Source: The New York Times 

sábado, 10 de janeiro de 2026

Cabia mais

Jogo de estreia da temporada é sempre complicado. Quase ninguém sabe dosar direito o esforço em campo, nem sempre o entrosamento aparece e a ansiedade é a coisa mais certa.

América 4x1 Potyguar foi assim. O 1.° tempo do América começou avassalador. Meteu logo 1x0 com Salatiel. Parecia que ia golear com mais uma chance pouco tempo depois. Foram umas 4 chances reais de gol, fora o gol. Mas não saiu disso. Ainda bem. Porque Souza armou um contra-ataque para o adversário incrível, que terminou em defesa de Lucão.

O 2.° tempo começou com o América visivelmente em marcha lenta, com alguns jogadores já mostrando mais cansaço do que o esperado. O resultado foi um festival de erros de Ricardo Luz, Souza e Alexandre Aruá, para citar só três. Era claro que o adversário não iria deixar tanto erro em sequência passar. E assim chegou ao gol de empate... num gol contra, de Charles. 

Até Lucão passou de passagem num carrinho. Um terror! Parte da torcida, que parece não ter a menor noção do que é pré-temporada, já estava disposta a vaiar Ranielle e alguns atletas. Mas o técnico mexeu muito bem na equipe e Joãozinho marcou o desempate no 1.° toque na bola.

Depois ainda teve Heliardo fazendo o gol mais bonito, para desafogar. Antônio Villa frz o quarto.

Como eu disse, cabia mais, especialmente pelo 1.° tempo. É claro que erros eram esperados, uns mais, outros menos. Pré-temporada é para ajustes. Ranielle sabe. Espero que a diretoria saiba também. 

No meu caso, quem eu esperava que fosse bem foi mal. Quem eu esperava que fosse mal foi bem. Só a sequência de jogos vai começar a definir o que realmente podemos esperar de cada jogador. É hora de paciência, especialmente com a realidade de jogadores chegando com certo tempo de inatividade, como Galvan. 

A certeza que tenho do potencial deste time está na forma de jogar do seu técnico, algo que eu esperava no América há um certo tempo. É deixar o trabalho se desenvolver.

Manchetes do dia (10/1/26)

A manchete do bem: 
  • Brasil está em pesquisa que testa PrEP de uso mensal contra HIV
As outras: 
  • Maior avião do mundo é desviado de Guarulhos para Gana por causa de fumaça 
  • Com queda de patente do Ozempic, mercado de canetas emagrecedoras deve dobrar e ganhar genéricos
  • União Europeia aprova acordo comercial com Mercosul após 25 anos; França prepara reação 
Bom dia.

Fonte: Folha de S.Paulo

Today's headlines (1/10/26)

The headline for good: 
  • Judge bars Trump from withholding election funds to states
The others: 
  • Elon Musk's A.I. is generating sexualized images of real people, fueling outrage
  • Measles cases spike in South Carolina 
  • Several of Kennedy's dietary advisers have ties to meat and dairy industries
Good morning.

Source: The New York Times 

É o óbvio

O futebol brasileiro está acordando para a realidade de que os campeonatos estaduais são, na verdade, torneios de pré-temporada.

Antigamente, há 30-40 anos, fazia sentido toda a pompa e circunstância que os estaduais tinham. No entanto, com as medidas legais que tornaram o futebol brasileiro mais próximo da profissionalização efetiva do que de um cabaré de mãe Joana (que me perdoem os cabarés e as mães Joanas, que certamente sempre foram muito mais organizados do que o futebol brasileiro de viradas de mesa e punições de "justiça desportiva" que dependem da representatividade do possível apenado), os torneios dos donos das federações desafiam a lógica da razoabilidade. 

Ora, clubes tidos como profissionais precisam se submeter a jogar contra clubes de verão em campos que nem merecem ser assim chamados apenas para assegurar o prestígio dos donos da bola estadual.

Ou são empurrados 300 clássicos estaduais goela abaixo em pouco mais de 60 dias para tentar ressuscitar médias pífias nas arquibancadas (dinheiro não anda fácil e cada pessoa da torcida sabe muito bem o que vale e o que não vale o esforço de consumo num orçamento cada vez mais apertado).

Isso tudo sem a preparação adequada, com jogadores chegando toda semana e outros tanto se lesionando ainda na pré-temporada. 

Força-se peso no que é apenas um aperitivo, longe da sustância e do sabor de um prato principal.

Estaduais não fazem sentido como são organizados hoje. Deveriam ter fase inicial apenas com clubes sem calendário nacional para que os outros que têm calendário pudessem ter preparação (física, finaceira...) adequada. 

Aliás, estaduais deveriam ser disputados apenas por clubes em busca de vaga na última divisão do Brasileiro. Os outros fariam um torneio de preparação para temporada nacional com jogos entre si com datas posteriores ao estadual, ou pelo menos mais à frente do início dele, e no máximo com campeão e vice dos estaduais.

A CBF, as emissoras, os próprios clubes sabem disso. Tanto que o calendário nacional cada vez mais aperta o prazo para essa excrescência brasileira. Só mesmo a politicagem insiste em forçar a manutenção desses torneios como são hoje.

Isso é tão real que já não sou apenas eu que falo o óbvio. Na semana passada, Ranielle Ribeiro, técnico do América, falou em estadual como fase da pré-temporada. Hoje é a Folha de S.Paulo que traz reportagem a respeito dessa mesma realidade, pasmem, em relação ao mais disputado torneio estadual do país - o Paulistão (imagem e link abaixo).



Então, em vez de exigir queda de treinador depois de jogos mais ou menos do estadual, tente usar a lógica e dar ao estadual o peso que ele tem: um torneio de pré-temporada, de treinos de luxo (já que tem jogos oficiais), com altos e baixos normais de toda fase de preparação, visando o que realmente importa no ano. Interromper uma preparação, jogando tudo no lixo após 5-6 rodadas, é ter que partir muito próximo do zero para os campeonatos que realmente importam. E, que me perdoem os saudosistas dos estaduais, mas ninguém aguenta mais Séries D e C. 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Velho conhecido

Eu não tenho a menor ideia de quem seja o atacante anunciado pelo América, mas olhando as informações publicadas na imprensa daqui é fácil perceber que ele é velho conhecido dos investidores da SAF.

Apesar da ênfase que Augusto Galvan teve passagem pelo Real Madrid, o atacante de 26 anos parece que jogou mesmo na Inter-SP no ano passado pela Série D. No Real, nada. Mesmo contratado, sofreu com lesões e empréstimos a clubes menores.

Também vale ressaltar que ele era tido como meia na Inter-SP, não atacante. E chegou por lá depois da fase de grupos.

O detalhezinho que salta aos olhos é que o jogador já jogou pelo Azuris-PR, clube que era dos investidores da SAF, mas do qual eles desistiram depois de algumas temporadas. 

Pelo menos, ninguém pode dizer que não sabe onde está se metendo. 

Dizem que ele vem de dois acessos à Série C. Quem sabe ele enfim muda a sina da SAF e conquista um acesso com o América para pelo menos voltarmos para onde estávamos quando os investidores chegaram?