sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Acordo e fim

Julia Medeiros, que era coordenadora da categoria feminina do futebol do América, voltou à conta americafcnatal.fem no Instagram para anunciar um acordo com a direção do clube e o fim do projeto. As imagens seguem abaixo.

Esse episódio é só mais um exemplo da luta diária que é necessária para que mulheres sejam reconhecidas como pessoas dignas dos mesmo direitos, inclusive respeito à dignidade, que os homens. 








Manchetes do dia (15/10)

A manchete do bem: 
  • Fiocruz negocia produzir para o SUS pílula contra a Covid criada pela MSD
As outras: 
  • Cachorros e humanos podem ter habitado a América Central há 12 mil anos
  • Fechamento de escolas expôs importância dos professores no cuidado dos alunos
  • Chico Buarque com 'Anos de Chumbo' mostra vigor em sua estreia em contos
Bom dia.

Fonte: Folha de S.Paulo

Today's headlines (10/15)

The headline for good: 
  • Jan. 6 panel moves to recommend criminal charges against Bannon
The others:
  • F.D.A. panel recommends booster for many Moderna vaccine recipients
  • Cybersecurity experts sound alarm on Apple and E.U. phone scanning plans
  • With whiskers and wit, The NY cat and dog film festivals return
Good morning.

Source: The New York Times

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Manchetes do dia (14/10)

A manchete do bem: 
  • No caso Evaldo, Justiça condena 8 militares pelos homicídios de músico e catador no Rio
As outras: 
  • Após pregar trégua, esquerda bate boca, expõe rusgas e dificulta união contra Bolsonaro
  • Investimento em energia limpa precisa triplicar para neutralizar emissões, diz agência
  • Venda de ingressos para festa de Réveillon supera patamar pré-pandemia, diz empresa
Bom dia.

Fonte: Folha de S.Paulo

Today's headlines (10/14)

The headline for good: 
  • The U.S. will reopen its borders for fully vaccinated travelers.
The others: 
  • Biden administration plans wind farms along nearly the entire U.S. coastline
  • A female conductor joins the ranks of top U.S. orchestras
  • Exuberant art and a cable car can lift a poor, violent place only so high
Good morning.

Source: The New York Times

quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Um grande nada


O mais novo filme da Netflix pode ser bem definido com o título desta postagem. Parte-se de algum lugar, a estória é muito fragmentada e no fim fica um grande vazio, um nada.

Ele chegou até mim como cinema de arte, o que sempre abre a porta para coisas muito diferentes. Teve até indicação em um festival. E ainda é adaptação de um livro, o que significa que ele tem a faca e o queijo para ser muito bom.

A verdade é que tem boas interpretações (palmas para as atrizes e os atores, inclusive crianças), mas não sabe se é drama, se é suspense, se é terror, se é tudo isso de forma psicológica. Ele decepciona em qualquer categoria. No fim, você fica com o nada que ele significa.

Há até alguma pitada de alerta ambiental nele, mas nem isso dá uma sensação de contentamento com tudo. 

O título em português, O Fio Invisível, é justificado pelo que a personagem principal tanto fala da conexão com sua filha, até onde ele pode ser esticado sem que a criança seja exposta a algum perigo. É a mesma linha do título original, Distancia de Rescate.

Já o título em inglês, Fever Dream, é o que mais serve de alerta para o desenrolar infrutífero do enredo.

Enfim, vale pelas atuações, mas sinceramente não perca seu tempo.

Nada é garantido

Sempre fico intrigada como os seres humanos achamos que tudo na vida é permanente, que nada nos vai ser retirado de forma inesperada. Aí vem a vida e nos prega aquela peça e diz: "Não é bem assim que a banda toca".

Não vou bater na tecla surrada da pandemia, embora ela seja o maior exemplo de vendaval de mudanças para muita gente ao mesmo tempo de que se tem notícia nos últimos 100 anos.

Falo mesmo naquele nível individual, de cada pessoa. A saúde é garantida até um exame ou outro sinal mostrar que precisamos cuidar dela sempre para que ela resista. O relacionamento é garantido até que uma briga vira uma mágoa acumulada de outras mágoas mal ou nunca resolvidas. As pessoas em nossa vida são garantidas até o dia em que nem mesmo um telefonema as alcança mais. 

Se essa lista de imaterialidades é comprovadamente efêmera ou frágil, o que dizer das coisas materiais, como dinheiro, casa, veículo, roupas, calçados, perfumes, livros, objetos de decoração? 

Lembro de uma noite em que a cama me despertou do sono ao quebrar. Ou do dia em que fui chamada às pressas para casa porque a sala de trabalho/leitura estava debaixo d'água com uma cascata formada atravessando a lâmpada e que destruiu todas as estantes. Ou da manhã em que um pedaço da laje desabou no quintal e quase matou mamãe de susto.

Há também os arranhões que surgem no carro sem que a gente tenha qualquer controle da origem. Ou o cupim que come uma caixa de porta inesperadamente. Ou o mofo que insiste em se instalar em algum móvel plástico. Ou a ferrugem que atinge utensílios de ferro e até de inox (sim, fique sabendo que inox também enferruja). Ou as formigas que resolvem se hospedar em algum equipamento eletrônico e assim o danificam.

Nada é garantido. Nem coisas, nem dinheiro, nem status quo, nem pessoas, nem saúde, nem relacionamentos, nem sossego. Nem futuro. Só a morte e o agora são garantidos. Apreciar o agora é uma dádiva que deveria estar ao nosso alcance sem que fosse preciso uma desgraça ou uma ausência para nos esfregar nas fuças que nada temos além do agora. O passado é apenas uma lembrança. O futuro está sempre por vir até que não vem mais. É o agora que importa. Quanto sofrimento evitaríamos se tivéssemos essa lição marcada em nosso dia a dia sem que o choque de uma mudança repentina fosse necessário para nos conscientizar?

Da próxima vez que alguma atribulação cotidiana ameaçar o humor, é bom lembrar que nada é garantido. Viver é aproveitar o agora e abraçar a mudança quando ela chegar.

Manchetes do dia (13/10)

A manchete do bem: 
  • 'Round 6' ultrapassa 'Bridgerton' e se torna a maior estreia da Netflix
As outras:
  • Total de favelas no Brasil dobra em 10 anos e 20 milhões estão passando fome
  • Migalhas não resolvem e África avança mais que Brasil, diz representante da ONU
  • Número de pesquisas sobre crise do clima cresce, mas é desigual entre continentes
Bom dia.

Fonte: Folha de S.Paulo

Today's headlines (10/13)

The headline for good: 
  • Nets bar Kyrie Irving from all games until he's vaccinated
The others: 
  • American and Southwestern Airlines reject the Texas order banning vaccine mandates.
  • World's growth cools and the rich-poor divide widens
  • Aspirin use to prevent 1st heart attack or stroke should be curtailed, U.S. panel says
Good morning.

Source: The New York Times

terça-feira, 12 de outubro de 2021

Fora de controle


Pense num filme que vai mostrar coisas duras da vida, como o processo de superação de um luto, mas ainda assim vai fazer a audiência esboçar um leve sorriso quase que do início ao fim de sua exibição. Assim é o bom drama com leves pitadas de comédia, ou como gostam de chamar erroneamente de comédia dramática, Um Ninho Para Dois, recém lançado pela Netflix.

Melissa McCarthy, mais conhecida por sua veia comediante, dominou o papel de uma mãe que perde uma filha ainda criança e vê deu marido se afundar em depressão e se internado numa instituição psiquiátrica. 

Sem conseguir ela mesma viver seu luto, a personagem principal luta para seguir com sua vida normal e ainda tem que lidar com um passarinho que resolver fazer um ninho bem próximo de onde ela mantém um jardim.

Mesmo no ritmo do drama, a estória consegue ter boas surpresas e progride sem nenhum enfado para um fim leve e crível.

Uma das boas supresas para mim foi ver novamente Kevin Kline em um papel muito agradável de acompanhar. Não adianto exatamente qual é para não jogar por terra uma das pequenas surpresas do filme. 

Com 1h44, Um Ninho Para Dois traz uma lição óbvia, mas teimamos em esquecer: nem tudo na vida está sob nosso controle e quanto mais cedo aceitamos isso, menos dor sofreremos.