sábado, 20 de junho de 2026

União

Eu poderia falar sobre os muito acertos de Ranielle Ribeiro hoje tanto na escalação como nas substituições em Fluminense 0x3 América. Poderia, mas não vou. 

Não vou falar do gol, merecido, marcado por Aruá, que abriu o placar. Não vou falar da cobrança de pênalti de Copetti, que puxou o shortinho, inspirado em Cassiano, e trocou de lado para matar qualquer chance de defesa do goleiro adversário. Não vou falar de mais um golaço, tranquilo, de Cassiano após um passe de Evandro, que já havia cavado o pênalti.

Eu vou mesmo falar do que vem me impressionando de verdade no comando de Ranielle: a união da equipe. Não é de hoje que um gol de um "criticado" pela torcida tem direito a comemoração coletiva especial. Mas a união da equipe anda tão em alta que Nicollas Lopo tentou fazer um gol de curva, errou e Wellington Tanque, que estava no centro da área e poderia reclamar da assistência não dada, que era óbvia, aplaudiu de verdade - nada de ironia - o companheiro que errou tentando acertar.

O gol de Cassiano levou a uma distribuição de sorrisos e abraços de todos do banco a todos que participaram da jogada: Judson, que roubou a bola, Evandro, que centrou a bola, e Cassiano, que marcou o gol com a categoria de sempre.

Deu gosto de ver a felicidade estampada de uma equipe que, enfim, tem TODOS os seus atletas jogando coletivamente, algo que eu vinha cobrando muito, por exemplo, de Alisson Taddei.

O América é coletivo, é inteligente para saber até onde sua energia vai, e sabe que sua força está nas peças certas para cada jogo, sem chiliques. Isso já é a metade no caminho do acesso. O resto vem da luta em campo e também do nível técnico dos seus adversários. 

No próximo sábado, às 18h, é hora da torcida dar as mãos de vez a essa equipe em busca da Série C 2027.

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