domingo, 22 de agosto de 2021

Feio de doer!

Talvez ABC 3x1 América tenha sido o último clássico de 2021. Se foi, ficou para o Brasil todo um espetáculo deprimente. Se não foi, o próximo pode superar - para cima ou para baixo.

Não dá para falar em jogo vendo bizarrices de ambas as defesas e times que atacam como se carregassem o peso do mundo nas costas.

O América teve mais a bola consigo, mas isso também trouxe mais decepção do que alegria. O domínio de cada atleta na troca de passes, especialmente no campo ofensivo, era feita com a mesma precisão de um bêbado vendado tentado acertar o rabo no desenho do burro.

A equipe da transmissão também não ajuda. Não estudou e nada sabia da rivalidade e ainda se prestou ao papel de dizer, dentre as picuinhas,  que o Frasqueirão não fica em Natal, e sim em Pium (Parnamirim).

Para completar, quase que todo mundo deixava de ver o fim do jogo porque o sinal, provavelmente envergonhado com o nível de futebol apresentado, sumiu dos 45 aos 49 minutos. Diminuiu a vergonha pelo menos em quantia de tempo.

A derrota do Treze classificou ABC, América e Campinense antecipadamente para a próxima fase. Mas o que parece se atencipar também é a tragédia da dupla norte-rio-grandense nas fases eliminatórias com defesas tão inoperantes.

É francês


Sempre que coloco um filme francês para assistir com alguém, eu já faço o alerta: é francês. Com isso, eu já estou passando a mensagem de que teremos uma nudez exagerada feminina, especialmente com cenas de sexo sem qualquer encaixe na estória, por mera exploração mesmo, além de que certamente teremos um fim abrupto, sem clímax ou quase isso.

No caso de A Prima Sofia, disponível na Netflix, posso acrescentar trezentas mil cenas de gente fumando. E aí eu não entendo por que reclamaram tanto quando a série Emily in Paris colocou alguns cigarrinhos em bocas francesas.

Não posso dizer que o filme é ruim. Não é. É bem diferente. O problema é que ele foge muito da sinopse apontada. A ideia era de uma prima recatada que se encanta com a vida ousada da tal prima Sofia e passa a questionar seus valores.

Esse questionamento de valores o filme ficou devendo. Deveria ser o grande enfoque, mas ficamos mesmo com o estranhamento/encantamento que a vida da prima Sofia causa em Naïma. 

E quando tudo poderia ser melhor trabalhado pelo menos na parte final do filme, passa-se por cima de qualquer reflexão e o filme acaba. 

Vale pelo choque de realidades, vale pelo nada com que muitos homens comparam as mulheres e só. Se não tivesse sido feito, e é triste escrever isso, A Prima Sofia não faria a menor falta.

Não perca a oportunidade



Não costumo escrever sobre séries antes de chegar ao episódio/capítulo final para evitar passar uma expectativa enorme que será de alguma forma frustrada no fim, mas vou quebrar essa regra com uma novela da Globo( logo eu que passo longe de ser noveleira).

Nos Tempos do Imperador é uma ficção desenvolvida a parte de fatos que compõem a História do Brasil particularmente o reinado de D. Pedro II. Já são mais de 20 capítulos exibidos (que estão disponíveis na Globoplay para acesso a qualquer hora) e estou encantada com a construção das personagens, sejam as que realmente existiram, como o imperador, a imperatriz e a condessa de Barral, sejam as fictícias, como o vilão fazendeiro Tonico.

Pela primeira vez, o vilão consegue ser agradável e as mocinhas e os mocinhos não são inocentes e idiotas ao ponto da gente criar abuso só de ouvir a voz. Ponto para quem escreve a novela (Thereza Falcão e Alessandro Marson), quem dirige e para atrizes e atores que acertam na composição das personagens.

É impossível não querer acompanhar os dramas de Pedro II, Teresa Cristina, Luísa, Tonico. Até a mocinha Pilar, substituta da insossíssima Isabele Drumond na primeira fase/novela anterior, tem o tom certo de quem luta pelo que quer e passa longe da chatice testemunhada (eu chegava a torcer para o casal principal ser capturado/assassinado para acabar logo com o sofrimento da audiência). Sorte que a novela rapidamente se deslocou para a Imperatriz Leopoldina para compensar tamanha tortura.

Temos boas lições de História dentro da ficção sem abandonar a perspectiva de que as figuras históricas eram seres humanos como todas e todos nós e que muitas pessoas anônimas também influenciaram o rumo que o Brasil tomou em cada acontecimento.

A nova novela das 6 da Globo é uma verdadeira obra prima que merece a audiência (seja na Globo, seja na Globoplay) até de quem não gosta de novelas pela viagem no tempo de forma crível a que nos submete sobre a formação do nosso país e eu rezo diariamente para que ela mantenha a boa condução até o fim. 

"Todo mundo conhece todo mundo"

O técnico do América Renatinho Potiguar conversou com Canindé Pereira, assessor de imprensa do clube, sobre a expectativa para o clássico de hoje na Série D.

Equipe titular
Dentro dessa semana a gente acabou perdendo alguns atletas nos jogos e alguns estão voltando de lesão, e a gente vai procurar da melhor maneira possível escalar aqueles que tiverem condições ideais para essa partida, uma partida importante, uma partida difícil e a gente vai procurar colocar quem estiver melhor no momento.

Campeonato à parte
Clássico é um jogo que tem um nível de concentração um pouco maior. Em caso positivo, tem um espaço muito bom para os atletas, como uma derrota também tem um peso maior. Então é um jogo diferente, é um jogo em que você precisa estar altamente concentrado, mas acho que a nossa equipe está bem preparada, vem numa crescente muito grande na competição e a gente espera fazer um bom jogo e conseguir um resultado que seja positivo. 

Mudanças táticas
Eu acho que no futebol hoje todo mundo conhece todo mundo, hoje não dá para esconder muito coisa, não, até porque se trabalha - eu estou no América já há 2 meses - algo durante 2 meses e eu não posso mudar em um dia. Então a gente procura fazer o mais simples possível para que a gente consiga atingir os nossos objetivos. 

Vale a liderança
Na minha chegada aqui, o América estava, se não me engano, em 5.º ou 6.º, a 7 pontos da liderança. Hoje a gente está a apenas 1 ponto e a gente espera fazer um bom jogo e, se Deus quiser, conseguir um grande resultado para a gente somar na competição. Vai ser muito importante, principalmente para a outra fase.

Podcast: Melhores séries de todos os tempos

A surpreendente listagem das 10 melhores séries de todos os tempos.







Podcast: Sem diferença

Futebol do RN sem mudança.







Manchetes do dia (22/8)

A manchete do bem: 
  • Governadores farão ato em defesa da democracia e do STF na segunda, diz Doria
As outras: 
  • Custo Bolsonaro cobra fatura com dólar, inflação, juros e miséria em alta
  • Vinte anos separam corpos em queda em Nova York e Cabul
  • Grécia constrói muro de 40 km para barrar refugiados afegãos
Bom dia.

Fonte: Folha de S.Paulo

Today's headlines (8/22)

The headline for good: 
  • At 25, Liberty celebrates 'magical moment' in women's basketball
The others: 
  • Fears rise about safety of Afghan airport as U.S. warns Americans to stay away
  • 50 years after Vietnam, thousands flee another lost American war
  • A starry Central Park comeback concert is silenced by lightning
Good morning.

Source: The New York Times

sábado, 21 de agosto de 2021

Vivendo em novos tempos



Tudo em The Bold Type é pensado para a realidade atual. A presença feminina é marcante, dentre as principais personagens há uma mulher negra, gente de todas as etnias, religiões e identidades de gênero desfilam com suas questões triviais ou não por suas quatro temporadas (a última e final já foi lançada, mas não chegou ainda à Netflix).

A inspiração é a redação da revista mundialmente famosa Cosmopolitan (aqui no Brasil, Nova), que tantou exibiu dilemas femininos ao longo de décadas. Na série, a revista é chamada Scarlet e é preciso acompanhar a luta dos que a fazem para acompanhar a evolução de um mundo cada vez mais digital.

Os problemas, leves ou não, que as 3 amigas precisam superar são tratados de forma didática, mas muito prazerosa, o que normalmente garante risadas em algum momento de cada episódio. 

Sexualidade feminina, embates ideológicos, saúde/doença, superiores inescrupulosos, vida pessoal x vida profissional, tudo aflige Kat, Jane e Sutton, mas elas sempre dão um jeito se livrar das armadilhas com a ajuda uma das outras, ainda que algumas desavenças aconteçam pelo caminho.

Apesar de quase tudo (para não dizer tudo) terminar bem, o que traz uma quantia maior de irrealidade para a ficção que é inspirada em uma vida real, The Bold Type é daqueles pequenos pecados prazerosos que a gente comete na vida diariamente em busca de conforto quando a vida real anda dura demais e ainda deixa a gente a par de tudo que rola na sociedade atual, até os conflitos entre millenials e geração Z.

Carisma e aventura


Se você gosta de aventura, charada e uma estória de época, vai adorar Enola Holmes, filme disponível desde o ano passado na Netflix, mas que só agora eu vim riscar da minha lista de obras a conferir.

A estória é muito bem construída e conta desde o início com um carisma absurda da atriz principal Millie Bobby Brown, alçada a fama por outro sucesso de época, mas de terror, a série Stranger Things.

Enola Holmes utiliza com maestria um recurso que eu considero normalmente cafajeste, especialmente em comédias, que é a personagem falando diretamente com o público (no caso, obviamente com a câmera). Millie domina a cena e consegue acabar com qualquer estranheza daí advinda.

Enola é irmã do famoso detetive Sherlock Holmes, com quem não tem muito contato, vez que é criada apenas pela mãe na residência da família, fora de Londres. Sua mãe lhe dá uma educação bem peculiar, longe da preparação da época para submeter as mulheres a um processo eterno de silenciamento.

Mas quando Enola completa 16 anos, sua mãe desaparece e isso tem o potencial de causar grandes mudanças tanto para seus irmãos como principalmente para a própria Enola. E é a partir daí que toda a aventura se desenrola.

Há um clima de Anne with an E, mas sem deixar de lado aquele espírito de montar um quebra-cabeça com cada coisinha deixada em cena aqui e ali. Chegou a me causar espanto com uma cena bem violenta já perto do fim do filme, que tem 2h03. Talvez esse seja meu unico senão: não precisava dessa violência. A duração também merecia um corte de uns 10 ou 15 minutos. Mas nada disso tira o brilho da obra e nem tira a pecha de bom entretenimento. Vale conferir.