segunda-feira, 2 de outubro de 2017

"Não vejo a hora disso acontecer"

Ele frustrou a torcida americana neste ano ao comandar o meio de campo da Juazeirense rumo ao acesso para a Série C no lugar do América. Agora, Juninho Tardelli revela-se ansioso para vestir a camisa alvirrubra. Vejamos a entrevista que ele concedeu à assessoria do Orgulho do RN:

Defender o América
"Feliz e bastante motivado por vestir a camisa do América. Não vejo a hora disso acontecer, de poder estar a favor agora da torcida. E feliz mais ainda pelo repercussão que teve [a] minha contratação. Isso me motiva mais pra que eu possa chegar em novembro e me empenhar e buscar fazer o melhor pra que a gente possa ter um ano de conquistas, de vitórias e colocar o quanto antes no seu devido lugar, pela grandeza, pela torcida. Enfim, estou bastante motivado, bastante feliz e não vejo a hora disso acontecer."

Características

"Eu sempre fui um meia, um 10, vamos dizer assim. Mas acho que, pela minha movimentação, isso é indiferente dentro de campo. Hoje em dia a gente tem que chegar na frente e voltar, ajudar a marcar. Acho que a minha característica sempre foi de deixar os companheiros na cara do gol, de chegar na área, de fazer gol. Acho que, quanto a jogar, isso é indiferente. O importante é estar aí pra poder ajudar o América no melhor."

Acrescento às características uma cobrança mortal de faltas. Pelo menos foi o que mostrou pela Juazeirense. 

Pode mudar

No Podcast de domingo, falei a respeito da expectativa da Série D 18 ser disputada apenas a partir de 16 de julho e a tentativa de mudança de regulamento da fase final encampada por Eduardo Rocha.

3 dias após divulgar o calendário de 2018, a CBF solicitou oficialmente à FIFA que as Séries B, C e D não sejam interrompidas durante a Copa do Mundo. A Série A ficará mesmo sem jogos no período.

As justificativas encaminhadas pela CBF, segundo o Globoesporte.com: as divisões de acesso não concorrem com a Copa do Mundo, não têm jogadores nas seleções participantes e o calendário de 2019 pode ficar prejudicado se houver a interrupção.

Em relação à Série D, que atualmente tem 16 datas sem jogos no meio de semana, isso pode ser um indício de que a ideia de Eduardo Rocha para a fase final venha a ser adotada pela CBF.

De todo jeito, será uma quebra de paradigma, pelo menos recentemente, a FIFA permitir o desenrolar de campeonatos durante a Copa 2018.

Aguardemos.

O lado humano

A estupidez humana é um perigoso gatilho para a violência. Agora acrescente um ambiente em que qualquer um pode comprar a arma que quiser (inclusive armas de uso militar) e na quantidade que quiser - aliás, infelizmente, sonho de uma parte barulhenta de brasileiros. Pronto. Eis as condições perfeitas para os massacres que vemos repetidas vezes nos Estados Unidos.

A cada tragédia, um novo recorde de vítimas. Corremos o terrível risco de nem nos chocarmos mais. Não podemos, nem devemos.

A CNN publicou carta de um sobrevivente - Brandon J. Wolf -  do massacre da boate Pulse em Orlando para os sobreviventes deste massacre do festival em Las Vegas. Mais do que números, devemos reparar mais no lado humano mesmo desses acontecimentos. Assim, segue uma tradução livre:

"De novo.

Eu não tinha ideia do que estava acontecendo de início quando fui sacudido da cama na segunda de manhã por ligações, mensagens de texto e postagens frenéticas. Mas logo essas palavras 'de novo' ficaram martelando na minha cabeça. E voltei a pensar nas ligações perdidas, nas mensagens de texto frenéticas e nas atualizações de status do Facebook dos amigos encurralados. E pensei "Está acontecendo de novo em Las Vegas.".

16 meses atrás, essas postagens eram minhas. "Escondido no banheiro. Não consigo encontrar meus amigos.", escrevi. E agora pelo menos 58 pessoas estão mortas e mais de 500 feridas em Las Vegas, depois de um ataque a tiros num festival de música country.

E embora mais de um ano tenha se passado desde o ataque a tiros à boate Pulse em Orlando, onde 49 pessoas morreram, inclusive meu melhor amigo, esse novo horror em Las Vegas me trouxe de volta aquela mesma sensação de pavor. Posso sentir a dor nas histórias dos sobreviventes. Me dói o pesar das mães e dos pais esperando notícias de seus filhos. Posso lembrar da cobertura incessante da mídia.

Eu tento esquecer a espera para ver o nome e a foto do meu melhor amigo numa lista de vítimas. Hoje, todo esse terror está de volta.

A comunidade de Orlando sofre hoje por Las Vegas e por nós mesmos. Uma ferida que mal tinha começado a sarar foi rasgada e exposta novamente por um homem aparentemente armado como um soldado. Exatamente como foi há muitos meses, a violência causada por armas rasga as costuras deste país. E isso é intensamente sentido por todos os que foram atingidos pelo massacre da boate Pulse.

Para as pessoas atingidas em Las Vegas: amamos vocês. Eu amo vocês. Se aprendi alguma lição nesta estrada escura da recuperação de um ataque em massa, é que todos nós precisamos de amor mais do que gostaríamos de admitir. Fiquem juntos. Deem-se os braços. Abracem. E saibam que enquanto vocês começam o trabalho de fechar uma ferida profunda, Orlando está ao seu lado.

Aos meus amigos e vizinhos em Orlando eu peço que se engajem em cuidado próprio. Tirem pausa da cobertura. Parem de atualizar a timeline do Twitter hoje. Visitem um conselheiro. Cerquem-se do amor e do calor afetuoso que os protegeram no dia logo após o ataque. Hoje é um dia para fortalecer a alma; nossos irmãos e irmãs de Las Vegas vão precisar de ombros fortes para apoiá-los.

E para o país: fique farto disso. Exija que algo seja feito para salvar nossas vizinhanças. Quando será o bastante? Quando chegar ao nosso quintal? Quando você acordar com mensagens de texto frenéticas de medo? Quando for a foto do seu irmão te assombrando na tela da TV? Enquanto esta comunidade se recupera, envie seus pensamentos e orações. E quando tiver terminado de rezar ajoelhado, levante-se pronto para lutar. Exatamente como fiz no ano passado, as pessoas de Las Vegas precisam de atitude agora. Precisam de mudança. Precisam de um país onde nós estejamos ao seu lado protestando nas ruas e nos recusemos a nos curvar diante do ódio."

Na verdade, 2

Fui na onda de um site de estatísticas de futebol e terminei cravando que o meia Daniel Costa conquistou o acesso à Série C com o CSA em 2016, o que não é verdade.

O alerta me foi passado por Leonardo Bezerra. Em 2016, Daniel Costa estava no futebol árabe e só voltou ao CSA em fevereiro/2017.

De todo jeito, o meia conquistou 2 acessos seguidos em suas últimas atuações no futebol brasileiro: em 2015, da B para a A com o Santa Cruz e em 2017, da C para a B com o CSA, que inclusive ontem colocou um pé na final ao vencer o São Bento em Sorocaba por 1x0.

Magoou

Futebol é tão passional que deixa marcas profundas. Veja-se o caso daquela voadora de Flávio Boaventura na já distante final do estadual de 2015, o do título centenário. Houve gente aguardando esse tempo todinho (caminhamos para 3 anos) para ver um gol contra do zagueiro (na última rodada, quando o CRB enfrentou o Londrina) e então perguntar se ele também tinha dado uma voadora na bandeirinha.

O problema não é ser torcedor. O problema é quando o magoado é um jornalista.

Today's headlines (10/02)

The headline for good: Puerto Rico is getting a surge of aid, governor says.

The others: O.J. Simpson is freed on parole in Nevada after 9 years, Catalonia's Independence vote descends into chaos and clashes and Back at full strength, Supreme Court faces a momentous term.

Good morning, everyone!

Source: The New York Times

domingo, 1 de outubro de 2017

3 seguidos

Em 2015, o América resolveu dispensar o meia Daniel Costa porque, segundo um dirigente, ele não teria perfil de Série C. Esse tal perfil exigiria jogador aguerrido para o acesso.

Na época, Daniel estava arrebentando no estadual e começou a ser encostado até a fatídica dispensa. Para suprir sua ausência, o meia Bruno Farias, que nunca se firmou como titular, foi contratado.

Aí vem a vida e apronta daquelas... Daniel Costa, que não tinha perfil, conseguiu 3 acessos seguidos desde então. Em 2015, foi para a Série A com o Santa Cruz. Em 2016, chegou à Série C com o CSA. E agora em 2017, com o mesmo CSA, chegou à Série B.

Se Daniel Costa não tinha perfil, acredito que agora tem. Quanto a Bruno Farias, não encontrei registro de acesso em sua carreira.

P.S.: Xeu acabou de acrescentar a informação de que, na época, o América decidira contratar o meia Clebson com salário de R$ 20 mil. Daniel, que ganhava R$ 12 mil, pediu os mesmos R$ 20 mil. A direção resolveu apostar que Clebson era o cara, não Daniel Costa. Bem, Daniel foi embora, Clebson saiu depois de 3 jogos, e Bruno Farias chegou através de uma parceria com um empresário. E o final sabemos: América ficou na Série C mesmo.

Série B 17: Balanço da vigésima sétima rodada

Foram 5 vitórias de mandantes, 2 empates e 3 vitórias de visitantes.

O ABC teve público de 1.119 pessoas e continua na última colocação.

Figueirense 1x0 Paraná - Henan, de pênalti
Londrina 4x1 CRB - Germano, Ayrton, Flávio Boaventura, contra, Marcinho e Adalberto, de cabeça
ABC 0x1 Goiás - Nathan
Juventude 1x0 Paysandu - João Paulo
Náutico 2x0 Boa - Rafael Oliveira, de pênalti, e Dico
Vila Nova 1x1 Brasil-RS - Fernando Medeiros e Éder Sciola
Internacional 2x0 Santa Cruz - D'Alessandro-2, sendo um de pênalti
Luverdense 0x1 Ceará - Lima
Guarani 0x0 Criciúma
América-MG 1x2 Oeste - Edno, de pênalti, e Mazinho-2, sendo um de pênalti

1.° Internacional - 54
2.° América-MG - 48
3.° Paraná - 46 (saldo 19)
4.° Vila Nova - 46 (saldo 10)
5.° Ceará - 45 (13 vitórias)
6.° Juventude - 45 (12 vitórias)
7.° Oeste - 44
8.° Criciúma - 39
9.° Londrina - 37 (10 vitórias)
10.° Boa - 37 (9 vitórias)
11.° Brasil-RS - 34 (10 vitórias)
12.° Guarani - 34 (9 vitórias)
13.° Paysandu - 33
14.° CRB - 32 (9 vitórias)
15.° Figueirense - 32 (8 vitórias)
16.° Goiás - 31 (9 vitórias)
17.° Luverdense - 31 (7 vitórias)
18.° Santa Cruz - 29
19.° Náutico - 23
20.° ABC - 18

Chorou de novo

O ano de 2018 não tem sido nada fácil para o técnico Itamar Schülle. A pressão sobre o técnico já o levou às lágrimas em março, após o seu time, o Botafogo de João Pessoa, perder para um esfacelado América em pleno Almeidão num cumprimento de tabela da Copa do Nordeste.

A situação do ABC, que acumula 10 partidas sem vencer na Série B, levou Schülle novamente às lágrimas após a derrota por 1x0 para o Goiás no Frasqueirão. O relato é do Globoesporte.com:

"Após conceder entrevista coletiva, [Itamar Schülle] chorou de forma copiosa e solitária na saída do auditório e precisou ser amparado por funcionários do ABC, que o conduziram à área interna do clube."

Sob o comando do treinador, o ABC tem 2 empates e 3 derrotas. Mas Itamar Schülle fez questão de declarar seu amor pelo alvinegro:

"Eu falei que eu amo o ABC, vim pra cá com uma oportunidade.(...) Eu não vim pra cá brincar, vim aqui para fazer um trabalho, estou muito feliz aqui no ABC e pretendo fazer o trabalho aqui."

Um treinador declarar que ama um clube após 5 rodadas sem vitória e sem ter uma história no futebol do RN é novidade para mim. Mas não deixa de ser algo elogiável no atual mundo profissional do futebol.

Entretanto, não posso deixar de apontar que, dada a história do futebol potiguar nos últimos anos, ninguém se surpreenda se Itamar Schülle aparecer como treinador do América em outra oportunidade.

Dez

O ABC segue sem reação no calvário da Série B. Agora já são 10 partidas seguidas sem vitória, o que afundou de vez o time na lanterna da competição, já que está a 5 pontos do penúltimo lugar.

Os números são tristes. O alvinegro é o que menos venceu (4 vitórias apenas), o que mais perdeu (17 derrotas), o que menos gols marcou (apenas 16), o terceiro que mais sofreu gols (38), e é o que tem o pior saldo (-22). O aproveitamento, não poderia ser diferente, também é o pior: 22%.

E ainda faltam 11 rodadas para o fim da tortura.