domingo, 1 de agosto de 2021

Não é bem assim



Eis um outro gênero que não faz muito a minha cabeça: comédia. Só consigo rir se me surpreender e normalmente é tudo tão escrachado e tudo tão previsível que mais parece um tédio só.

De vez em quando, me arrisco em algum título. Assim foi com À Segunda Vista, disponível na Netflix. A atriz principal é uma comediante do tipo stand-up que aborda sua vida como tema de suas piadas (já vi um show dela na própria Netflix). O filme não é biográfico, apesar de ter pinceladas do show dela durante o desenrolar do enredo.

Não é muuuuiiito engraçado, mas tem uma boa trama sendo a estória de uma comediante de 34 anos que finalmente arranjou um namorado, mas que de repente se tocou que não sabe coisa alguma da vida dele.

Algumas tiradas são muito boas, no estilo piada-rápida-e-inteligente. O filme mantém o interesse pelo desfecho até o final, sem que tenhamos certeza de que estamos ou não diante de uma comédia romântica, o que já lhe deu vários pontos comigo.

Não espere se acabar de rir. Pense num bom passatempo estilo charada com algumas pitadas de bom humor. Aí À Segunda Vista consegue atingir seu objetivo.

Top 10 da Netflix

As obras disponíveis na Netflix mais assistidas no Brasil hoje.
  1. O Último Mercenário (Filme, 2021, 14 anos, 1h52)
  2. Outer Banks (Série, 2020, 16 anos, 2 temporadas)
  3. Fugindo do Amor (Filme, 2021, 10 anos, 1h42)
  4. Carrossel (Série, 2012, Livre, 310 episódios)
  5. Ponto Cego (Série, 2015, 14 anos, 5 temporadas)
  6. Brincando com Fogo: Brasil (2021, 16 anos)
  7. Céu Vermelho-Sangue (Filme, 2021, 16 anos, 2h03)
  8. Chiquititas (Série, 2013, Livre, 545 episódios)
  9. A Última Carta de Amor (Filme, 2021, 12 anos, 1h51)
  10. Samurai X: A Origem (Filme, 2021, 18 anos, 2h18)

Dentro e fora da caixinha



Está tudo lá: mortes violentas, sangue à vontade, sexo do nada, decisões nada inteligentes... A mais nova trilogia da Netflix Rua do Medo tem todos os ingredientes dos filmes de terror dos anos 80 e 90, bem dentro do estereótipo tão bem criado por filmes como Halloween, Sexta-feira 13 e Pânico.

Só que essa trilogia, que foi inspirada em uma coleção de livros de mesmo nome, resolveu ir além e contar sua estória fugindo da ridícula caixinha em que as mulheres são encaixadas.

Somos convidados a conhecer a estória de Shadyside, cidade que vive atormentada por crimes horrorosos que ocorrem de tempos em tempos. Há quem diga que tudo isso é fruto de uma maldição imposta por uma bruxa chamada Sarah Fier há mais de 300 anos.

A primeira parte da trilogia se passa em 1994 e envolve o rompimento amoroso do casal Sam e Deena, que terminou com Sam indo morar na cidade rival de Shadyside, Sunnyvale.

Apesar de todos os pesares em relação aos filmes de terror, como suas falhas grotescas de lógica, o gosto exagerado por sangue e violência e até por tentar impor a visão de que sexo é o grande culpado de tudo, Rua do Medo dá um passo além e conta uma boa estória que tem sequência em 1978 e 1666 e consegue ser antenada à realidade por que tanto se luta no Século 21.

Como não gosto muito de violência, confesso que pausei e pulei algumas cenas. Neste caso, ainda bem que filmes de terror são bem previsíveis e assim pude evitar algumas das cenas de violência que não tinham grande impacto na estória, como quando um fatiador elétrico de pão é acionado e aí a gente já sabe aonde aquilo vai dar.

Há alguns sustos, um suspense de vez em quando maior do que o esperado, mas em geral ele é mais violento e cruento do que assustador. 

De longe, a melhor parte é a final, mas sem assistir as anteriores, ela perde totalmente a graça porque tudo é bem conectado.

Vale demais assistir a um filme de terror em que as mulheres não são meramente bucha de canhão. 

P.S.: se não gosta muito de ver as cenas de violência e pretende pular algumas, evite assistir aos resumos que as partes 2 (1978) e 3 (1666) apresentam.

Podcast: O dano mental

O baque da saúde mental em todas as áreas.







Podcast: É proibido cochilar

Faltam 5 rodadas para o fim da 1.ª fase da Série D 2021.







Manchetes do dia (1/8)

A manchete do bem: Rebeca Andrade é campeão no salto e vira 1.ª brasileira com 2 medalhas na mesma edição dos Jogos.

As outras: Brasil tem média móvel de mortes menor que 1.000 pela primeira vez desde 20 de janeiro, Contra fake news da vacina, Biden enfrenta redes sociais e Peritos da PF descartaram hipótese de fraude em urnas.

Bom dia.

Fonte: Folha de S.Paulo

Today's headlines (8/1)

The headline for good: Stranded killer whale survives with help of good Samaritans.

The others: The long kiss goodbye: Will Covid end the French bise forever?, Olympics' first openly transgender woman stokes debate on fairness, and As fears grip Afghanistan, hundreds of thousands flee.

Good morning.

Source: The New York Times

sábado, 31 de julho de 2021

Quem avisa...

...amiga é. E a amiga aqui vem avisando a respeito da necessidade de qualificação da defesa americana, a começar das seguidas pixotadas do zagueiro Raniery. Não sei se o azar é dele ou meu, mas ele não esteve bem em nenhum jogo que eu consegui ver.

Hoje, por exemplo, eu não vi o primeiro tempo do jogo. Quando cheguei para acompanhar, já havia um gol do Treze que todo mundo jura que foi fruto de uma falha de Raniery.

Para piorar, ainda havia os desfalques (defensivos) de Samuel Pires - outro que ainda não me encheu os olhos - e Felipe Guedes. Os dois, segundo Mallyk Nagib, mesmo com sintomas gripais, foram em carro particular para a Arena das Dunas, numa irresponsabilidade sem tamanho numa pandemia. Se não iam jogar, para que essas criaturas saíram de casa? 

No jogo mesmo, Mazinho foi quem deu novo ânimo para o América buscar o empate quando perdia dentro de casa por 2 gols. Alvinho sentiu que a parceria daria certo e colou nele. Resultado: cada um marcou um gol com alguma forma de participação do outro. Menos mal.

Pode ser uma fase ruim (há quem jure que ele é bom jogador) ou falta de técnica mesmo, mas a realidade é que Raniery não pode ser titular dessa equipe pelo que já fez desde que assumiu a camisa 4. O problema não é só ele, no entanto, às vezes o encaixe de uma peça faz com que todas as outras passem a funcionar a contento. Na postagem passada já alertei para a gravidade da falta de confiança em Raniery, Samuel Pires e na lateral direita. Hoje eu acrescento a esquerda, mas com essa ressalva de que um zagueiro-zagueiro para a camisa 4 pode fazer todo o resto achar seu ponto de equilíbrio. 

O América corre contra o relógio para conquistar sua classificação e ajeitar seu time a ponto de se tornar enfim confiável. Fechar os olhos para esse elo fraquíssimo da defesa pode sair caro demais.

Manchetes do dia (31/7)

A manchete do bem: Globo exige teste e vacina para retomar plateia presencial.

As outras: De virada, Stefani e Pigossi conquistam 1.ª medalha brasileira no tênis em Olimpíadas, As Rayssas do amanhã vão rir que um dia existiu esporte de menino e menina e Justiça de SP aceita denúncia, e 12 PMs viram réus por mortes em favela de Paraisópolis.

Bom dia.

Fonte: Folha de S.Paulo

Today's headlines (7/31)

The headline for good: Broadway audiences will need proof of vaccination and masks.

The others: C.D.C. internal report calls Delta variant as contagious as chickenpox, Trump pressed Justice Dept. to declare election results corrupt, notea show, and They spurned the vaccine. Now they want you to know they regret it.

Good morning.

Source: The New York Times