quinta-feira, 26 de julho de 2018

Today's headlines (07/26)

The headline for good: New Alzheimer's drug shows big promise in early trial results.

The others: A watery lake is detected on Mars, raising the potential for alien life, Keeping its its promises to families, New York identifies another 9/11 victim and In ruling against Trump, judge defines anticorruption clauses in Constitution for first time.

Good morning, everyone!

Source: The New York Times

quarta-feira, 25 de julho de 2018

"Vai desmontar tudo"

O programa Arena da TV Ponta Negra recebeu ontem para entrevista o novo coordenador das bases do América Jocian Bento. Ele falou sobre as (boas) ideias que pretende implantar por lá. Aguardemos se de fato as coisas vão se encaminhar assim mesmo.

Ideia de preparação para o profissional
Eu vou além. Não só com 19 anos, mas com 15 anos [o atleta] já tem que ser trabalhado mentalmente para que eles tenham equilíbrio forte para as competições e para que eles saibam que, se eles tiverem oportunidade, eles têm que aproveitar. (...) Infelizmente, em alguns clubes existe um abismo entre a base e o profissional. E é essa ponte que nós queremos construir no América para sermos modelo. O ABC está conseguindo através dessas situações com os novos atletas fazer esse processo, mas tem muita coisa ainda que precisa ser feita e é o que nós estamos implantando no América. E, com certeza, os atletas hoje já vislumbram uma oportunidade no profissional, que parecia algo muito distante. Então, nós estamos muito felizes.

Novidades
Quando eu assumi, eu já tinha um planejamento pronto, uma metodologia, que não é engessar o conhecimento dos profissionais, mas você ter um parâmetro, você ter um alicerce, não só a partir dos 15 anos, mas dos 15, 17, 19. (...) Para mim, um atleta com 16 para 17 anos já tem que estar pronto para o profissional, já tem que ter a mentalidade e as condições para jogar. E, para isso, nós viemos muito mais para baixo. Chegamos ao ponto de planejarmos sub-11 e sub-13 através de captações e de um planejamento sustentável para que, quando [o atleta] chegue no sub-15, tenha uma metodologia. Ele já saiba a parte técnica, a parte tática. Porque o que acontece na maioria dos clubes é que um joga com um modelo, outro... Um clube não tem identidade de profissionais e não tem identidade de jogo. (...) No meu planejamento, quando eu fiz com os profissionais, apresentei - a imprensa, com certeza o site do clube depois vai divulgar para todos os profissionais - Qual o melhor método, o melhor esquema, visão sistêmica para o América. É o 4-2-3-1? 4-3-3? 3-4-3? É inadmissível um atleta da base subir para o profissional e não saber nem sequer dominar uma bola, não saber cabecear. Isso é culpa de quem? É minha. É culpa nossa, da base, e a minha função no América. Os profissionais têm que ter uma identidade. E tem que ter um dia específico agora no América só para trabalhar esses fundamentos. O atleta tem que subir em condições de jogar, não de compor elenco. Como a gente fala, ou sobe para jogar, para que a torcida veja e que seja um retorno para o clube, ou nós vamos estar enxugando gelo. Então, os profissionais têm que se qualificar. E a minha cobrança vai ser intensa no América. É um padrão: 15, 17, 19. Os profissionais têm que melhorar. Nós não vamos engessar o conhecimento do profissional, mas o atleta tem que saber subir para o profissional com 15, 17, 19 [anos] como joga. Agora o problema é que os profissionais que forem encontrados, eles entendam o perfil do América. Existe um perfil que está sendo feito da base. Que o profissional seja contratado de acordo com aquilo que nós estamos trabalhando porque, senão, vai desmontar tudo.

P.S.: alguém duvida que Luizinho Lopes tem exatamente esse perfil? Outra coisa: a diretoria vai mesmo querer pautar o futebol profissional pelo planejamento traçado para a base para frutos que devem ser colhidos apenas daqui a alguns anos? A conferir.

Manchetes do dia (25/07)

A manchete do bem: Marielle: suspeitos de envolvimento são presos.

As outras: Ciro fala em colocar Judiciário 'na caixinha' e soltar Lula, Petrobras vai testar produção de eólica no mar do RN e 1.865 pessoas morreram em estradas federais que cortam o RN.

Bom dia a todos!

Fonte: Tribuna do Norte

Today's headlines (07/25)

The headline for good: N.B.A. power brokers gather, with no men allowed.

The others: As Greek wildfire closed in, a desperate dash ended in death, Ivanka Trump is shutting down her fashion brand and The Tour de France hits a cloud of tear gas and comes to a stop.

Good morning, everyone!

Source: The New York Times

terça-feira, 24 de julho de 2018

Pegar ou largar

Pela terceira vez o técnico Luizinho Lopes está disponível antes de o América engatar uma temporada na Série D. 

A primeira foi logo após o acesso à Série C com o Globo quando tanto ele como o clube de Ceará-Mirim ainda discutiriam a renovação do vínculo contratual para 2018. O América não aproveitou a oportunidade de ter um técnico que deu nó em pingo d'água com um elenco recheado de jogadores das bases e que perdera importantes atletas de meio campo antes do Brasileiro. Preferiu renovar contrato com um técnico que, além de altamente identificado com o seu maior rival, o que sempre gerou desconfiança da massa americana, demonstrou enorme dificuldade de enxergar as claras falhas de escalação de seu time.

A segunda foi ainda no estadual deste ano, quando Luizinho preferiu deixar o Globo ante a campanha abaixo da expectativa no estadual. Na época, em vez de contratar um profissional formado em suas bases, altamente identificado com a camisa do América - que vestiu como jogador amador e profissional - além de já ter trabalhado como coordenador das bases do clube e conhecer a pressão dos bastidores ao ter sido auxiliar de Roberto Fernandes no profissional, os dirigentes optaram por Pachequinho sem a menor convicção de que desse certo. Tanto que depois acertaram com Ney da Matta, outra enganação.

O destino não costuma ser tão benevolente e ofertar três chances de alguém se acertar na vida. Mas eis que Luizinho Lopes acaba de ser demitido do Confiança, justamente quando o América começa a pensar no que pode ser feito para que a temporada 2019 não seja ainda mais medíocre do que a atual, assim como vem ocorrendo progressivamente para baixo desde 2016.

O América tem então mais uma chance de trazer um profissional que conhece os bastidores do futebol do RN, conhece o nível do estadual, sabe as agruras da Série D (é o atual vice campeão), enxerga valor nas bases, tira leite de pedra, investe em sua evolução profissional sem sinais de acomodação e é absolutamente identificado com o clube. 

E aposto que tem um pedida salarial bem mais plausível (custo x benefício) do que as últimas peças que andaram por aqui.

Luizinho é o nome ideal para o América. Mas talvez não seja o nome ideal para os dirigentes do clube. Entre pegar ou largar, aposto que o certo é o errado. Azar nosso.

"O Congresso vai continuar da maneira que está"

O primeiro presidente do Brasil a sofrer um impeachment, Fernando Collor até um dia desses queria se candidatar novamente à presidência deste país. 

Na semana passada, a repórter Marcela Mattos (Veja) o entrevistou a respeito da Lava-Jato. E aquela velha empáfia até na lida com os jornalistas continua lá, mas não deixa de valer a pena conferir sua visão dos acontecimentos. Vamos aos trechos.

O senhor é corrupto? 
Não. Não sou.

Não? A Lava-Jato encontrou comprovantes de transferências de dinheiro do doleiro Alberto Youssef para o senhor.
Não tenho a menor ideia do que essas transferências significam. Quando o dinheiro surgiu, questionei a origem dele. Não conhecia a pessoa, não sabia de quem se tratava. Pedi ao banco que o deixasse fora da minha conta até que a polícia visse o motivo daquele depósito. O dinheiro continua na conta. Está à disposição. Se o Youssef quiser mandar pegar e a Justiça autorizar, pode pegar. Está lá.

Qual será o reflexo da Lava-Jato nas eleições?
A Lava-Jato tem uma parcela de influência nesse eleitorado que diz que não vai votar e, se for, votará nulo ou em branco. O eleitorado votante vai escolher, então, aqueles que demonstrarem ter a melhor proposta.

O eleitor não questionará as biografias criminosas?
Haverá questionamentos, se o candidato é réu ou não. É um peso que será considerado, mas que não vai definir. A Lava-Jato não demoliu a classe política, porque a classe política continua aí. Se alguém achar que o Congresso vai mudar muito, estará errado. O Congresso vai continuar da maneira que está.

A Lava-Jato então em nada vai mudar a classe política?
A Lava-Jato tem a sanha de demolir a classe política, mas não vai conseguir. Foram cometidas várias injustiças. Excetuando-se o período da atual procuradora-geral da República, tivemos nos últimos anos dois gângsteres à frente da PGR: Roberto Gurgel e Rodrigo Janot. Eles fizera, da Procuradoria um antro de chantagem. A prova mais evidente é o pelanco de gângster e braço-direito de Janot, Marcello Miller,  que, no exercício da função, ajudou executivos da JBS a preparar a sua delação. Isso não foi a troco de nada.

Foi a troco de quê?
Foi a troco de um vantajoso e volumoso butim. A Procuradoria quis tornar-se um quarto poder. Isso contaminou, inclusive, a Justiça comum. A legislação diz que o juiz natural da causa depende do crime e do lugar em que ele ocorreu. E estabeleceu-se que um juiz de primeira instância em Curitiba fosse o juiz natural [Sérgio Moro] de todas as causas da Lava-Jato, o que o transforma num senhor acima do bem e do mal.

O senhor pode ser o segundo ex-presidente a ser condenado e preso por corrupção [o primeiro foi Lula].
Vou provar a minha inocência e, assim, demolir - volto a citar esse verbo - as acusações. As delações sem provas são usadas para incriminar pessoas. E delações feitas por pessoas que querem lavar os seus malfeitos à custa da reputação alheia. No momento sou pré-candidato à Presidência [o PTC anunciou posteriormente sua desistência] e pretendo apresentar meu programa ao julgamento do povo.

O senhor também considera a prisão do ex-presidente Lula uma injustiça?
Ao que parece, vem sendo cometida uma série de injustiças. O rito com que os processos dele vêm sendo tratados é turbinado. Além disso, avalio a pena como exagerada. O mesmo TRF-4 que nos proporcionou esse espetáculo absolutamente surrealista no domingo [ordens e contraordens sobre a prisão de Lula] recebe uma sentença de nove anos dada ao Lula e a aumenta em mais três anos sem apresentar nenhum fato novo.

Lula também não é corrupto?
Eu não acho que o Lula seja corrupto.

Como é passar por um processo de impeachment?
É um sofrimento terrível. Lembro que naquela época havia racionamento de energia. Eu apagava as luzes e ficava na sala da Presidência com apenas três lâmpadas acesas. Despachava de manhã cedo e, quando chegava a tarde, não havia nenhum pedido de audiência. Era eu sozinho, apenas aguardando o fim do dia, pegando o elevador com o ajudante de ordens. Pensei em suicídio duas vezes.

Essa experiência pesou na hora do seu voto pelo impeachment de Dilma?
Não. E não foi por falta de aviso. Era um filme que eu estava revendo. Faltando uma semana para a votação, fui ao Alvorada. Dilma estava feliz da vida. O estado de espírito era o de que não estava acontecendo nada e tudo seria resolvido. Ela foi cassada pela soberba, pela falta de humildade, por não aceitar sugestão de uma pessoa que só queria ajudar. Quando Antonio Palocci ainda era chefe da Casa Civil, pedi uma audiência com ele. Disse que estava preocupado com o andamento dos fatos no Congresso e que, se Dilma continuasse daquela maneira, as coisas caminhariam para o impeachment. Ele me olhou com uma expressão que não escondia certo desprezo.

O senhor concorda com a comparação segundo a qual o deputado Jair Bolsonaro seria um novo Collor?
Vejo apenas uma coincidência entre esta eleição e a de 1989: o número elevado de candidatos a presidente. Nas duas disputas, isso foi motivado pelo fato de os presidentes - José Sarney antes e Michel Temer agora - serem extremamente mal avaliados. Mas, em relação ao Bolsonaro, não vejo nenhuma semelhança. Eu não era um outsider. Minha família sempre esteve envolvida na política. Se o eleitorado for minimamente exigente, a tendência é que ele caia. Mas é bom observar. Quando a gente vê Bolsonaro falar barbaridades e ser aplaudido por um auditório seleto, percebe que alguma coisa está mudando na cabeça do povo.

Existe algo mais escalafobético do que confiscar a poupança?
Você tinha quantos anos nessa época, minha filha? Nunca houve confisco. Quando assumi, a inflação estava em 82% ao mês. Houve um bloqueio temporário de ativos. Precisávamos debelar o processo inflacionário. A única alternativa era o congelamento de preços. Era um caso de emergência.


Série D 18: Balanço das semifinais - volta

Foram 2 vitórias de mandantes.

Vão disputar as finais Ferroviário e Treze.

São José 2x1 Ferroviário - Matheuzinho, Karl e Edson Cariús
Treze 1x0 Imperatriz (2x1 nos pênaltis) - Maxuell Samurai

Manchetes do dia (24/07)

A manchete do bem: Oito pré-candidatos querem oficializar nomes ao governo.

As outras: FMI reduz projeção do PIB nacional para 2018 em 0,5%, Brasileiros pagaram R$ 475 bilhões em juros e Justiça do RN declara ilegal greve da Polícia Civil.

Bom dia a todos!

Fonte: Tribuna do Norte

Today's headlines (07/24)

The headline for good: North Korea starts dismantling key missile facilities, report says. 

The others: Wave after wave of garbage hits the Dominican Republic, In Mozambique, a living laboratory for nature's renewal and Congratulations, you are now a U.S. citizen. Unless someone decides later you're not.

Good morning, everyone!

Source: The New York Times

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Além do canudo

Depois do vídeo da pobre tartaruga sufocada por um canudo viralizar, o mundo parece ter acordado para o mal que o lixo plástico representa para os oceanos. 

Mas não é só o canudo o vilão e nem o plástico. De acordo com dados divulgados pela ONG International Coastal Cleanup, que em 2016 coletou lixo na costa dos cinco continentes da Terra, o canudo é apenas o 7.° em unidades recolhidas dos milhões de itens que ela arrecadou. Vi os dados na Veja da semana passada e fui buscar diretamente no site da ONG. Vamos à lista com números aproximados (para baixo):

  1. 1,86 milhão de bitucas de cigarro (1 milhão só na costa dos EUA), o que representa, se enfileiradas, uma linha de 153 quilômetros;
  2. 1,5 milhão de garrafas plásticas;
  3. 822 mil tampinhas plásticas de garrafa;
  4. 762 mil embalagens de alimentos (chocolate, por exemplo);
  5. 520 mil sacolas de supermercado;
  6. 419 mil tampas de copos descartáveis (aquelas postas em bebidas para viagem);
  7. 409 mil canudos;
  8. 390 mil garrafas de vidro;
  9. 368 mil sacolas plásticas de outros tipos que não a de supermercado;
  10. 365 mil embalagens de isopor para comida (quentinhas, etc.).
Precisamos repensar a reciclagem e até mesmo o uso desses materiais que não se degradam facilmente.