Se a contratação de Aluísio Moraes ainda em 2015 garantiu a Beto Santos uma saraivada de críticas, a decisão de o demitir quando nada ainda está perdido deve ser exaltada, não pela demissão em si, mas pelo momento em que ocorreu.
Quando confirmada a saída de Aluísio, o presidente do América se encontrava no exterior, onde ainda permanece. Em outras épocas, nada seria resolvido até que o presidente do América chegasse a Natal. Beto preferiu antecipar a possibilidade da demissão durante a semana, antes mesmo do jogo contra o Globo, e a palavra final foi dada sem sua presença física em Natal.
Se fosse mantida a lógica das gestões anteriores, Aluísio Moraes só seria demitido na segunda-feira, 22/02, data do retorno de Beto Santos a Natal, após 2 rodadas da Copa do Nordeste e a rodada decisiva para a final do 1.° turno do Estadual.
Não sou a favor da saída de treinador com poucas partidas disputadas. Entretanto, a vinda de Aluísio esbarrou em muita rejeição da torcida e já ameaçava o desempenho do time como um todo diante de tanta pressão. A chegada do competente Guilherme Macuglia deve dar um novo gás para que mais torcedores compareçam à Arena das Dunas nesta terça às 21h30. Na pior das hipóteses, o América garantiu um decorrer de jogo mais tranquilo, sem muitos apupos.
Aplausos para o timing de Beto Santos.


