quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Quando o universo conspira...

Aproveito a deixa de Flávio Araújo, quando apresentou suas desculpas à nação americana ao entregar o cargo após a perda do 1.º turno, para falar de algo intrigante. E quem nunca pensou isso que atire a primeira pedra!

É engraçado como há momentos em que aparentemente o destino é avassalador e não há que possamos fazer, seja para o bem, seja para o mal. Frases como "a bruxa está solta", "tinha que acontecer", "estava escrito", "chegou o dia dele(a)", vira e mexe, estão a nos confortar. Ou não.

Lembro do fim de semana da morte de Ayrton Senna. Acidente impressionante de Rubinho, morte de Ratzemberg, atropelamento de uns mecânicos nos boxes, tudo parecia apontar na direção de que a fatídica corrida de Ímola em 01 de maio de 1994 não deveria acontecer. Logo na largada, outro acidente impressionante. E algum tempo depois, morte do maior ídolo até então da F1.

De outro lado, quando o mar está para peixe, jogador faz gol até de barriga, como Renato Gaúcho num famoso título do Fluminense na década de 90. A bola esbarrou em sua barriga e entrou. Assim, sem esforço.

Eu talvez seja a pessoa mais contraditória para falar a respeito, já que proclamo não acreditar em nada do que dizem as religiões, mas no entanto sou supersticiosa, acredito em premonições, mas não acredito em destino. Entendeu? Melhor não explicar. É coisa de mulher mesmo.

Porém, tenho que admitir que estou propensa a acreditar nessa estória de conspiração do universo. Por exemplo: desde novembro do ano passado que tento retomar minhas corridas (agora míseras caminhadas) e a musculação, mas o universo parece conspirar no sentido inverso. Cirurgia na família (e só aí foram mais de 30 dias de molho), recesso de fim de ano, trabalho sobrecarregado em janeiro, trabalho supersobrecarregado em fevereiro, carnaval, gripe, asma, intoxicação alimentar e, por fim, mas não menos importante, minhas crises de enxaqueca. Exatamente assim, uma situação após a outra. Quando sonhava com o fim de uma, eis que lá vinha a outra.

O mesmo acontece aqui em casa quando decidimos fazer um churrasco. Pode marcar: vai chover! O dia está lindo, calor do cão, mas se colocarmos a churrasqueira para fora: kabrum! Mesas para dentro e... a chuva passa! Traz tudo de novo. Lá vem uma nuvem...

Agora estou rezando para minha enxaqueca ir embora para que possa retomar atividades hoje. Mas o telefone já me avisou que terei uma reunião no fim da tarde. E reunião para mim nunca tem hora para acabar, não importa se o assunto é jurídico ou pedagógico. Para completar, tem jogo do Mecão às 20h30. 

O universo conspira ou não conspira?

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