Parece que hoje ninguém fala mais assim, mas eu lembro que foi nos anos 90 que ouvi falar no tal tabu no futebol. E claro que foi a respeito do clássico América x ABC.
Bastava haver uns 2 ou 3 confrontos com um dos dois sem saber o gosto da vitória para que a imprensa começasse a falar do tabu de X que não vence Y há 3 meses... E os meses depois viravam 1 ano, 2 anos, 3 anos!
Quem ouvia de fora pensava até que um vivia apanhando do outro. Acho que com exceção de 1998, quando o América realmente venceu todos os clássicos da temporada, o resto era uma ou duas vitórias e uma enxurrada de empates.
O tal tabu virou então uma comemoração à parte. Seu time fez uma partida triste e não perdeu por milagre? O que valia era o "campeonato" do tabu, em que ele permanecia à frente. O clássico foi horroroso e não saiu do 0x0? Mas o tabu era cantado e comemorado.
Hoje apareceu para mim uma postagem do GE dando conta de que o ABC não vence o América desde abril de 2023. Veja-se que o novo tabu já caminha para completar 2 anos. Segundo o GE, são 6 partidas, sendo 3 vitórias do América e 3 empates. Isso em quase dois anos. Antigamente esses 6 confrontos aconteciam quase todos só no estadual (quando prestava para algo além de dar ritmo de jogo).
A única curiosidade é que, segundo o GE, há um W.O. no tabu atual: um jogo no Frasqueirão que não ocorreu por causa de uma das torres de iluminação do campo do ABC e o resultado no 'tribunal' desportivo foi América 3x0 ABC.
Fora do tabu, se reduzirmos os confrontos ao Frasqueirão, aí surge outro tabu para o ABC: a última vez que ele venceu o América ali foi um ano antes do tabu atual (abril de 2022). Ou seja, já são quase 3 anos.
Isso tudo apimenta um clássico que passa muito longe de ser pelo menos a sombra do que já foi. Dos últimos anos, somente no 1.° clássico de 2020 houve um jogo marcante, movimentadíssimo, recheado de gols. O resto está no nível de emoção de uma fila de supermercado.
Hoje um novo clássico acontece para entrar nas estatísticas. Vai aumentar o tabu ou quebrá-lo? Teremos um bom jogo mesmo ou o velho (novo) festival de bolas desperdiçadas em laterais e linhas de fundo?
Amanhã, o América/SSC entra em quadra pela Superliga B de vôlei masculino para permanecer na zona de classificação para a próxima fase.
Em 8.° lugar com 7 pontos em 6 rodadas, o Mecão visita o Montes Claros-MG, que é o 3.° com 12 pontos, às 19h30, pela 7.ª rodada da competição.
Segundo Pedro Henrique Santiago, assessor de imprensa do América, para este confronto no sábado, o América contará com o reforço do ponteiro Kelvin Coelho, de 33 anos, anunciado na última semana, e que vinha atuando pelo APAN Blumenau, equipe da Superliga A, e o retorno do ponteiro Gabriel França, que se recuperou de uma lesão no cotovelo.
Segundo o assessor de imprensa do América Pedro Henrique Santiago, o clube realizou não uma, mas duas assembleias gerais extraordinárias na sede social na terça-feira, 21/1, conduzidas por José Nunes, presidente do Conselho Deliberativo, e Hermano Morais, presidente do clube.
O estatuto do clube foi reformado na primeira das assembleias e, dentre outras mudanças, a duração do mandato de presidente passou a ser 3 anos a partir da atual gestão de Hermano Morais.
O relatório das contas do período de dezembro de 2021 a dezembro de 2023 foi aprovado com ressalvas.
Confira abaixo as fotos das duas assembleias divulgadas pelo clube.
Levei um tempinho para sintonizar América 2x1 Juazeirense porque o aplicativo da Globoplay de um TV não mostrava o jogo nem a pau. Foi luta até passar para um celular e depois para outra TV.
O América não se incomodou muito com a Juazeirense. Só quando tomou o empate. Mas já havia conseguido abrir o placar e desperdiçado algumas oportunidades. Nada de novo no front.
Também não demorou a desempatar. E depois ambos os times pareciam extremamente satisfeitos com o 2x1. Nada de muito esforço. Esforço mesmo só para desperdiçar jogadas, exatamente o que ocorreu quando Hebert enfim acertou um domínio e na sequência da jogada Souza resolveu que seria legal cortar para a frente da área onde havia mais dois marcadores (claro que a jogada morreu...).
O que importa mesmo é que quando o jogo foi para valer, ainda que o adversário estivesse desfalcado, valeu, e o América estreou na competição da qual já foi campeão numa campanha memorável com uma boa vitória em casa. E até a experiência de voltar a assinar o Premiere, agora num formato digital, foi prática, ainda que eu tenha tido problema (já resolvido) com um dos aplicativos.