segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Não esperava


Lembro de ter assistido a um pedaço de Supergirl na Warner e ter detestado o conceito. "Mais uma tentativa de ganhar dinheiro esticando a corda de uma estória bem-sucedida de super herói", pensei na época.

O tempo passou e esbarrei com um episódio dublado da série numa madrugada dessas de fim de ano da Globo. Mesmo dublado, o episódio me chamou a atenção e quebrou a péssima impressão que eu tinha a respeito.

Analisando melhor, acredito que o problema foi não ter visto o primeiro episódio do início. Como peguei a estória andando, minha compreensão ficou prejudicada, e terminei achando tudo muito forçado. É aquela velha coisa de que normalmente não gostamos do que não compreendemos, basta ver as matérias escolares favoritas e as odiadas...

No caso do esbarrão com o episódio na Globo, foi justamente o contrário: vi o início, mas não vi o fim. E aí fiquei extremamente curiosa para saber como tudo terminava.

Corri para a Netflix e descobri que há 3 temporadas com som original por lá. Resolvi mergulhar de cabeça e não me arrependi, apesar de achar que as comparações, citações e referências a Superman ficaram um pouco exageradas em certos episódios. 

Para quem era fã d'As Novas Aventuras de Lois & Clark, Supergirl não só preenche o vazio deixado como supera a original. Todos os temas atuais estão lá de uma forma ou de outra. Os princípios éticos da heroína são constantemente questionados, ela nem sempre está certa em seus julgamentos e a série não tem o menor pudor de destacar as mulheres nos papéis decisivos. 

Enfim, Supergirl é uma série absolutamente antenada com os movimentos da sociedade americana e, por tabela, da sociedade mundial. Além de ter roteiristas de excepcionais criatividade e talento. Nada de monotonia nos episódios, ainda que tenhamos, como esperado, o esquema "vilões ameaçam a humanidade e até a heroína, mas a heroína se recupera e os derrota". O desenrolar dos fatos e a sequência das estórias sempre surpreendem positivamente. Não há pressa para desenvolver novos fatos.

Uma boa notícia para quem tem Warner é que a 4.ª temporada voltou ao começo agora em janeiro. O 1.º episódio foi ao ar no domingo, 7, por volta das 22h30 (sim, a Warner antecipa o começo porque emenda o início de uma série com o fim da outra, sem intervalo comercial) e foi reprisado ontem por volta das 5h50. E ontem à noite foi a vez do 2.º episódio. Ou seja, quem quiser, pode acompanhar a série bem cedinho ou no fim da noite do domingo. Ou ainda assistir no domingo seguinte de manhã ao episódio perdido no domingo anterior à noite.

Na Globo, a série marcou mais audiência na madrugada agora em janeiro do que a programação matutina da emissora, o que demonstra o acerto das estórias e como vale a pena conferir seu sucesso. Portanto, assista a um episódio e deixe Supergirl surpreender você também.

Sobre o esquema

Tenho visto muita gente questionar o 4-3-3 que Luizinho Lopes adotou no América pelos mais variados motivos, mas, neste caso, acho a crítica injusta. E olha que sou fã incondicional do 4-4-2, que tende a ser mesmo preterido com os laterais do futebol brasileiro, que ou não sabem marcar, ou não são nada eficientes nos cruzamentos.

É aquela coisa: o futebol evolui, evolui, para voltar ao que era antes, até os anos 80, quando existiam os pontas.

Além dos laterais muito limitados, o camisa 10 tradicional sumiu. E a culpa é da melhora dos volantes. Todo mundo hoje tem que marcar. Quando alguém tem um pouco mais de habilidade pelo meio, recua-se o jogador para que seja um volante qualificado. E os olhos dos empresários crescem logo que veem o tal volante "diferenciado". Já o volante brucutu chamado cabeça de área, como Dunga para os mais antigos e Ricardo Baiano para os mais novos, que só marca, esse praticamente morreu no futebol moderno.

Hoje são os atacantes de beirada - os antigos pontas - os responsáveis pela chegada ao ataque e até por cruzamentos. Nesse ponto, acho o América bastante equilibrado.

A grande discussão está na necessidade ou não de mais um volante, e isso independe de termos um 4-3-3 ou 4-4-2.  

Para ser sincera, já vi 4 partidas do América neste ano e acho que um segundo volante só fez falta mesmo nesse jogo contra o Potiguar, por tudo que já apontei em Frustrante. Se continuará fazendo falta nos próximos jogos, aí não tenho como dizer porque não vi ainda os adversários atuando.

Se antes o América andava na conta do chá em relação a volantes e zagueiros, agora apenas os últimos andam em falta. Isso pode ajudar na escolha das peças sem que necessariamente mais um volante seja escalado. O problema de marcação nem está tanto no esquema em si, mas muito mais nas peças que o compõem, como ontem a dupla Jadson e Maurício provou. A marcação eficiente do 2.º tempo foi possível com um jogador a menos e uma mudança de planejamento das ações.

Não se pode mudar tudo por um tropeço em início de temporada, ainda mais com a situação transitória de uma dupla insegura na zaga. Certamente ficaram lições do jogo contra o Potiguar, especialmente da dificuldade que o adversário impôs ao marcar a saída de bola feita sem Alison por ali. Um novo zagueiro chegou, outro deve chegar. Se o ritmo de contratações não é o ideal, paciência. É melhor mesmo menos afobação e mais precisão.

Luizinho viu o próximo adversário vencer o ABC e sabe o caminho das pedras. Vamos ver o que dá para consertar até lá e quem também conseguirá engatilhar uma 2.ª atuação convincente até aqui.

Manchetes do dia (14/1)

A manchete do bem: Avianca expandiu operações na crise, na contramão de rivais.

As outras: Homem faz refém no aeroporto de Guarulhos, Filmes clássicos se perdem por mudança de formato e descaso de estúdios e Plataforma nacional gratuita desbanca Spotify no Nordeste.

Bom dia, minha gente! 

Fonte: Folha de S.Paulo 

Today's headlines (1/14)

The headline for good: An ocean engineer and a nuclear physicist walk into Congress...

The others: Deadly winter storm moves east, knocking out power to 200,000, Ocasio-Cortez pushes Democrats to the left, whether they like it or not, and A wave of violent daytime killings has Puerto Rico on edge.

Good morning, everyone!

Source: The New York Times 

domingo, 13 de janeiro de 2019

Análise de Luizinho na TV Mecão

Frustrante

América 1x1 Potiguar pode ser fatiado em vários momentos diferentes do jogo. No início, de cara, o América já me pareceu à vontade demais, sem aquela mesma pegada que demonstrou contra o Santa Cruz, quando pressionou o adversário até em cobrança de lateral defensivo.

Mas aí Hiltinho encontrou Diego, que fez um bom cruzamento, e Max, de cabeça, não perdoou. 1x0 e gritos ecoando novamente na Arena das Dunas de "Uh, terror! O Max é matador".

Pronto. O relaxamento aumentou. E o Potiguar resolveu não mais dar qualquer sossego à saída de bola do América, que já se ressentia da ausência de Alison. O desentrosamento entre Jadson e Maurício ficou gritante no 1.º tempo. Junte-se a isso que Adenilson não estava numa boa tarde e também a limitação técnica demonstrada por Maurício. O caminho se abriu pelo meio dos zagueiros para o gol de empate de Jefinho.

Aliás, Maurício me lembrou hoje (não na estreia) um volante dos anos 90 do América que era um verdadeiro pau de dar em doido: Embu, oriundo do Corinthians. Maurício tomou muitas decisões erradas, especialmente sobre passe, e trouxe um verdadeiro caos à defesa americana.

Sei que é muito difícil para um técnico fazer uma substituição ainda antes dos 20 minutos, mas era o que deveria ter sido feito. A entrada de Judson no lugar de Adenilson, já que não havia zagueiros à disposição, poderia ter salvado a lavoura do América quanto à vitória.

Depois do empate, Hiltinho, que estava muito bem, perdeu a eficiência. Naquela oscilação esperada de um time em início de temporada, quem esteve bem no jogo passado já não brilhou tanto no de hoje e quem esteve mal melhorou. Max, por exemplo, não errou um único domínio de bola, coisa que irritou muito na estreia.

No novo desenho do jogo, houve um ataque do América que terminou com a torcida em pé reclamando um pênalti em Fabinho Alves, salvo engano, e a bola sobrou para Maurício falhar e Gledson ser obrigado a deixar o gol para impedir o avanço do adversário. No lance, o árbitro jurou que Gledson usou o braço para desviar a bola. Alguém até lembrou que Zandick também dera no ano passado um gol inexistente ao Santa Cruz. Não lembro se foi ele. Se foi, que carma, hein?! 

Enquanto isso, eu reclamava do pênalti, mas vi o cartão vermelho para Gledson e quase sofri um infarto na arquibancada. Isso foi só a cereja do bolo de uma arbitragem que passou o jogo inteiro a enxergar/não enxergar quando uma bola saía pela lateral e quando uma pegada era falta e preferia sempre não enxergar a irritante cera dos jogadores do Potiguar desde o 1.º tempo.

Assim, Gledson, que fez mais uma defesa monstra hoje - eu me levantei para aplaudir -, foi expulso e Adenilson, que realmente não estava bem, cedeu o lugar ao bom goleiro da base Ewerton.

Aqui temos um outro momento do jogo. Não havia mais um goleiro que sabia jogar com os pés com absoluta tranquilidade. E a atrapalhada zaga também não se encontrava nos passes. Mas parece que ninguém entendeu o perigo que representava insistir em recuos para o goleiro e os zagueiros. O Potiguar adorou o resultado da marcação pressão. E isso ainda persistiu em alguns lances iniciais do 2.º tempo.

Entretanto, o 2.º tempo trouxe outro momento: o ferrolho suíço do América. Se é verdade que a casa caiu, ninguém queria que não sobrasse mais pedra sobre pedra. A luta passou a ser para não tomar gol com um jogador a menos. 

O Potiguar não esperava a nova postura do América e passou a se desgastar muito sem provocar sustos. De novo, vi o pessoal da imprensa criticar uma certa falta de ofensividade do Potiguar. De novo, eu digo que acho que nunca viram um time de Luizinho jogar com um a menos. Eu vi. Em 2017, o Globo teve o zagueiro Jamerson expulso no Barrettão e se encontrou com um a menos. O América de Surian não sabe até hoje o que aconteceu para que perdesse o jogo daquela forma.

O América mostrou de novo muito bom desempenho na cobrança mortal de lateral de Vinícius, que Max desviou e na sobra Hiltinho e Pardal quase marcam. Neste caso, o bandeirinha jurou que Hiltinho estava impedido.

Em outro lance, foi a vez do goleiro Theo fazer uma defesa monstra. Isso vindo de um time que estava determinado a não levar gol.

Os minutos finais deram até a impressão de que o América chegaria à vitória pelo vistoso desempenho na cobrança de faltas, escanteios e laterais, especialmente depois da ótima entrada do lateral esquerdo Kaike posicionado na meia esquerda, mas o jogo ficou mesmo em 1x1.

Um empate frustrante, é verdade. Mas para quem conseguiu ver os vários momentos do jogo e enxergou o desacerto do 1.º tempo, o prejuízo de ficar com um a menos e a desgraça que uma derrota justamente para o líder da competição representaria (distância de 3 pontos num campeonato de tiro curto é o fim!) tendo um clássico a jogar no próximo fim de semana, ter terminado a rodada com os mesmos 4 pontos do adversário na liderança saiu de bom tamanho. Pelo menos o América se livrou de uma desgraça estilo "além da queda, coice" tão comum outrora.

Outra coisa, pelo nível do ferrolho com um a menos, o América aparenta se constituir num indigesto visitante nesta temporada, o que pode ser muito interessante quando as competições eliminatórias chegarem.

Voltando ao estadual, pelo equilíbrio deste campeonato, especialmente nestes primeiros jogos do 1.º turno, não dá para escolher em qual jogo se vai correr mais ou menos. Na quarta-feira, é preciso suar para superar o Palmeira para uma pressão menor (existe isso no América atual?) no clássico do fim de semana.

Ah, e a chegada de mais zagueiros também seria primordial para acabar com essa conta do chá que se viu no jogo de hoje. 

Agora é cuidar de não dar sopa para o azar contra o Palmeira. E já sabendo que Ewerton não tem a mesma habilidade com os pés que Gledson e que Jadson e Maurício juntos precisam de um reforço na marcação. 

Podcast: Imprevisível

O avanço do RN na Copa São Paulo e o desenho do estadual até aqui.


Manchetes do dia (13/1)

A manchete do bem: Presidente Trump recua em declarar emergência.

As outras: Apenas 1% dos presos do Rio Grande do Norte trabalham, Anfavea apresenta os resultados da indústria automotiva em 2018 e Decreto pró-arma deve abranger 74% dos municípios do estado.

Bom domingo, minha gente!

Fonte: Tribuna do Norte 

Today's headlines (1/13)

The headline for good: Female ranchers are reclaiming the American West.

The others: Brexit and the U.S. shutdown: two governments in paralysis, L.A. street sellers outlawed no more, and Female composers are trying to break film's sound barrier.

Good morning, everyone!

Source: The New York Times 

sábado, 12 de janeiro de 2019