sábado, 4 de julho de 2026

Assistências e virada

Quando liguei a TV para ver Trem 1x4 América, tomei um susto. O jogo nem havia começado e o placar apontava que o Trem recebera um cartão vermelho. O erro da transmissão nunca foi corrigido; o jogo foi que se encarregou de transformar o erro em acerto. Explico melhor mais à frente.

O início de jogo foi duríssimo para o América. O juiz já começou distribuindo 3 cartões amarelos, 2 deles para o América - Lucas Rodrigues e Balotelli foram presenteados. O placar ainda era 0x0. 

Logo após o cartão de Balotelli, o Trem abriu o placar com Aleilson recebendo a bola entre Lucas Rodrigues e Guilherme Paraíba. 

Confesso que aí eu temi uma nova Juazeirense. Calor, gramado imperfeito, fora de casa, juiz distribuindo amarelos... Temi mesmo.

Mas na sequência Cassiano cruzou a bola na cabeça de Luiz Thiago, numa assistência redondinha de dar gosto e o atacante enfim mostrou serviço como se espera. Pouco depois, foi a vez de Evandro acertar a assistência de novo para Luiz Thiago virar o placar.

Louvem-se também os benditos passes de Alexandre Aruá e Galvan antes das assistências.

Aí o autor do gol do Trem resolveu dar uma cotovelada em Evandro. Se o juiz já distribuía amarelos, o vermelho era mais do que esperado. E o América não se perdeu mais no jogo, ao passo que o Trem descarrilhou de vez (não resisti ao trocadilho).

No 2.° tempo, os comandados de Ranielle seguiram querendo mais, só que o gol não saía. Quando as substituições já estavam prontas para serem feitas, Alisson Taddei, numa fase em que joga para a equipe (e que aprovo demais!) achou Alexandre Aruá sozinho na entrada da área. Ele agradeceu dando um drible liso na zaga e marcando um golaço. 

Depois das substituições, Mateus Régis, excessivamente individualista, insistia em ir sozinho para o ataque. Numa dessas, conseguiu ser derrubado na área. O pênalti foi merecidamente cobrado pelo novo maestro americano: Galvan. E o placar não mudou mais.

É preciso apontar a consistência do América jogando fora de casa. Depois de ter virado o placar e ciente de que tinha um jogador a mais, o time de Ranielle não caiu na esparrela de esperar um contra-ataque, não. O 2.° tempo foi disputado inteirinho no campo de defesa do Trem, numa ofensividade que é muito característica de Ranielle e que já vimos em boa parte do 1.° semestre (sim, já estamos oficialmente no 2.° semestre de 2026).

A decisão torna-se ainda mais acertada com a observação de que o Trem vencera o Sampaio Correa no Maranhão por 2x0, mas perdeu dentro de casa por 2x1. Ou seja, aparentemente sente-se à vontade para contra-ataques - e foi assim que abriu o placar hoje - e poderia apresentar-se como um risco maior no jogo da Arena das Dunas. O risco agora está muito mais controlado.

Dá gosto ver o América jogar no lema "um por todos e todos por um". Se Mateus Régis, que é o mais individualista, for guardado para situações especiais, como foi hoje, vai ficar muito difícil parar o América na busca pela classificação para as oitavas de final e até na busca pelo acesso. 

No jogo da volta, é hora da torcida americana começar a valorizar os jogos de 180 minutos mais controlados e com bom placar construído na ida. O América faz por merecer.

Nenhum comentário:

Postar um comentário