A estreia do Mecão na Copa do Nordeste começou com o peso da comemoração do tetra no torneio estadual. Jogadores lentos no raciocínio, passes errados, falta de explosão.
Foi preciso um certo aquecimento dentro do jogo para o time de Ranielle ir aos poucos voltando à forma e mostrando a ofensividade que se espera. Depois que se encontrou no jogo, não se perdeu mais.
Foram dois golaços de Cassiano, um em cada tempo, no mesmo estilo "balaço com endereço certo", na diagonal e sem deixar a bola cair no chão. Não à tôa hoje foi consagrado com o velho - e quase esquecido nos últimos tempos - cântico: "Uh, terror, Cassiano é matador!".
Pausa para falar do bom trabalho de Ranielle. É nas mexidas que a gente mais percebe a força e a consistência do trabalho. Entra jogador, sai jogador, e o Mecão mantém a pegada ofensiva, sem abrir mão de marcar com vontade.
Se hoje o time não foi muito vistoso, foi extremamente consistente com o avançar do tempo, passando uma segurança típica de equipes bem armadas e confiantes.
Outro ponto positivo, foi a coragem de sacar Souza, embora ele pudesse ter saído mais cedo.
Wellington Tanque, mais uma vez, dando provas de que não reúne condições de ser titular, parecendo ainda precisar muito de ritmo de jogo, coisa que o América não pode mais lhe oferecer por muitas partidas a partir de agora. O tempo urge e creio que a estreia na Série D é o prazo fatal para uma melhora assustadora ou banco.
Espero também que a SAF entenda que só vale contratar a partir de agora quem tiver condição de jogar assim que desembarcar. Para trazer gente encostada há muito tempo, melhor dar oportunidade a jogadores da base, especialmente no ataque.
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