quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Despedaçada



Não gosto do gênero terror. É muito estresse, muita violência, muito sangue e muito susto para, em geral, pouquíssima estória. De vez em quando, um filme desse gênero consegue romper essa minha barreira.

Dessa vez, não foi um filme, mas uma série baseada em um livro. A Maldição da Mansão Bly é o lançamento da Netflix no gênero que apareceu como recomendação para mim. Resisti por saber que não gosto do gênero. Aí vi uma crítica no The New York Times e comecei a mudar meu pensamento.

Primeiro, é terror, mas não é. Nesta era de gêneros mesclados em que vivemos, dá para colocar A Maldição da Mansão Bly como um drama de terror, ou um terror dramático. Há até quem fale em romance gótico, algo reafirmado pelo final da estória, sendo este o único spoiler aqui.

A estória da au pair americana que vai viver numa mansão no interior da Inglaterra para cuidar de duas crianças órfãs é cheia de muitas viradas. O perfil psicológico de cada personagem é lindamente construído. O sofrimento vive em Bly. E a cada episódio (são 9), mais peças vão montando o quebra-cabeça. 

Quem gosta de terror mesmo reclamou da calmaria da série. Eu que não gosto já digo que há sim muitos sustos, mas nada insuportável. Acompanhar a construção da dor dos personagens em alguns momentos consegue ser mais excruciante. 

Havia lido que os sustos diminuem com o desenrolar da série. Eu já digo que o terror é abraçado mesmo do 5.° episódio em diante. Aliás, diga-se de passagem, o 5.° episódio, centrado na governanta Hannah Groose, é simplesmente magnífico. Não me lembro de ter visto em outra série um episódio que se sobressaísse tanto em relação aos demais.

Todas as atuações são absolutamente convincentes, mas é impossível não destacar as crianças Amelia Bea Smith e Benjamin Evan Ainsworth e as atrizes T'Nia Miller, que faz a governanta Hannah Groose, e Victoria Pedretti, que faz a au pair Dani Clayton.

Terminei maratonando a metade final da série pela angústia de saber como aquilo tudo terminaria e acabei em lágrimas, totalmente despedaçada.

Definitivamente não dá para não assistir a mais esta série (ou seriado?) da Netflix.

Manchetes do dia (18/11)

A manchete do bem: Coronavac produz anticorpos contra a Covid em 97% dos participantes.

As outras: Avós se mobilizam em redes sociais para combater neonazismo na Alemanha, Governo da Argentina envia projeto de legalização do aborto ao Congresso e Amapá tem novo apagão duas semanas após 1.ª ocorrência; causas são investigadas.

Bom dia.

Fonte: Folha de S.Paulo

Today's headlines (11/18)

The headline for good: Scary is how you act, not look, disability advocates tell filmmakers.

The others: Recession with a difference: women face a special burden, Disappearing tweets? Twitter now has a feature for that, and The vaccines will probably work. Making them fast will be the hard part.

Good morning.

Source: The New York Times

terça-feira, 17 de novembro de 2020

Manchetes do dia (17/11)

A manchete do bem: Negros e mulheres avançam nas urnas e aumentam presença no 2.° turno.

As outras: Alta de internações por Covid acende alerta médico para festas de fim de ano, Corinthians vence Palmeiras e vai à final do Brasileiro feminino e Congresso peruano elege novo líder, virtual quarto presidente desde 2016.

Bom dia.

Fonte: Folha de S.Paulo

Today's headlines (11/17)

The headline for good: Early data show Moderna's coronavirus vaccine is 94.5% effective.

The others: Peru chooses 3rd president in a week amid street protests, Hate crimes in U.S. rose to highest level in more than a decade in 2019, and Tourism, engine for N.Y.C. economy, may not fully recover until 2025.

Good morning.

Source: The New York Times

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Manchetes do dia (16/11)

A manchete do bem: Previsibilidade do governo Biden tende a favorecer Bolsa e real, afirmam analistas.

As outras: Investigação aponta operação coordenada em ataque a TSE e postagens alegando fraude, Violência política atinge mulheres para limitar participação, diz pesquisadora e Presidente do Peru renuncia ao cargo menos de uma semana após ser empossado.

Bom dia.

Fonte: Folha de S.Paulo

Today's headlines (11/16)

The headline for good: Hiker rescued from Mount Rainier makes 'miraculous' recovery.

The others: Peru's president steps down after just 6 days, leaving country adrift, With progressive politics on march in New Zealand, Maori minister blazes new trail, and No papers, no jobs: The new street vendors of Queens.

Good morning.

Source: The New York Times

domingo, 15 de novembro de 2020

Manchetes do dia (15/11)

A manchete do bem: HCor publica estudo sobre tratamento de disfunções cardíacas no The New England Journal of Medicine.

As outras: Verba pública de campanha se concentra na mão de apenas 2% dos candidatos, Emprego levará um ano para voltar ao nível pré-pandemia e Estudo aponta parentesco entre textos da Antiguidade e linguagem de crianças e loucos.

Bom dia.

Fonte: Folha de S.Paulo

Today's headlines (11/15)

The headline for good: European Union unveils initiative to strengthen L.G.B.T.Q. rights.

The others: 'It's traumatizing': Coronavirus deaths are climbing once again, Sainted too soon? Vatican report cast John Paul II in harsh new light, and The pandemic is showing us how capitalism is amazing, and inadequate.

Good morning.

Source: The New York Times

sábado, 14 de novembro de 2020

Com requintes de crueldade

Salgueiro 1x0 América revelou-se uma verdadeira tortura para quem se aventurou a assistir a mais uma transmissão da MyCujoo.

Primeiro, o jogo começou sem som algum. Nada. Um absoluto silêncio para a partida durante uns bons minutos.

Depois, câmera nervosa. A mesma câmera da imagem geral era utilizada para trazer os lances em detalhes. O vaivém produziu tontura e enjoo até em quem não sofria de labirintite. 

Por fim, uma narração descaradamente clubística, além de estridente e desorientada. Só existia Romarinho no meio campo do América. Eu estava vendo a hora Romarinho cruzar e Romarinho cabecear para o gol. As marcações do árbitro também pareciam um mistério de outro mundo. O narrador torcia contra os goleiros porque tinha trauma de um lance de Hugo, goleiro do Flamengo, seu time de coração. Para piorar, em determinado momento do jogo, ele cismou que o América também era conhecido como... Floresta (?!), algo que não entendi até agora. Ainda deu tempo do América virar Americão. 

O resultado do jogo, como observação, foi uma tragédia. O Salgueiro foi o único a conseguir uma vitória contra o América. Pois agora venceu as duas, o que traz um arrepio quando se pensa na fase eliminatória. As duas com falhas defensivas do Mecão, embora o Salgueiro hoje tenha jogado melhor do que na primeira partida. Além disso, o América, especialmente Wallace Pernambucano, brincou de perder gols feitos, coisa que também não traz lembrança boa alguma para a torcida americana. No caso de Wallace, ele hoje esteve mais para as apresentações pífias de outrora.

A ideia de adiantar Romarinho e enfiar Xaves por trás revelou-se inoperante. Romarinho não se encontrou mais à frente e só voltou a acertar alguma coisa quando recuou seu posicionamento. 

As cobranças de falta também estiveram mais para lamentáveis, com muitas morrendo nas mãos do goleiro, algo extremamente irritante. 

Eu ainda sonhei logo no primeiro tempo com a entrada de André Krobel para encostar em Everton Silva e Augusto, algo que deu certo em outra oportunidade, mas fui logo alertada de que Krobel não seguira com a delegação. 

No segundo tempo, a entrada de mais um zagueiro melhorou o posicionamento do América com o avanço de Everton Silva, o que eu imaginava com a entrada de Krobel no primeiro tempo. O problema é que o rendimento com 3 volantes não é a mesma coisa. E Wallace Pernambucano estava naqueles dias de caneladas.

Sei que Dico está longe de uma atuação ao menos próxima do que se espera dele, mas não dá mais para aceitar a entrada de Thiaguinho, um atacante que não tem a menor ofensividade. Ele entra e eu tenho certeza de que posso desligar a TV porque desse mato não sairá mais coelho mesmo. Não desligo porque sou insistente, mais até do que Paulinho em colocá-lo em campo.

Preocupa muito que o América pela segunda vez leve um gol no primeiro tempo e não consiga nem empatar e que isso se dê contra o mesmo adversário.

Sigo batendo na tecla do equilíbrio do América. Hoje Renan Luís não esteve bem em momento algum do jogo. Quem poderia mudar o panorama por ali? Ninguém, porque Carlos Renato não tem ou não mostrou ainda esse perfil. 

O meio ficou amarrado (não falo da falta de opções aqui porque aparentemente foi circunstancial), as laterais muito marcadas e Everton Silva isolado porque até Augusto também estava muito abaixo do que pode render. Elias também num dia muito individualista.

Meio e laterais bloqueados e o América sem paciência de trabalhar a bola ante a forte marcação do Salgueiro desenterraram a famigerada ligação direta. Isso tudo com um placar adverso é quase uma sentença de condenação transitada em julgada em tempo recorde.

Pelo menos duas boas notícias de hoje. Uma, os 3 zagueiros podem ser alternativa a um meio bloqueado, desde que não sejam mantidos 3 volantes. A outra é que a derrota não alterou a tabela de classificação e o América segue líder, apesar de não ter mais a moleza da liderança antecipadamente garantida sem depender de outros resultados.

Diretoria e comissão técnica precisam abrir o olho para o equilíbrio do elenco, cobrindo as evidentes ausências seja com contratações adequadas, seja com modificações no esquema tático. Também não custa o América aprender a pressionar mais efetivamente a saída de bola adversária quando estiver perdendo. Se o dia não está bom na construção de jogadas, impedir que o adversário fique à vontade é fundamental. É o que os adversários vêm fazendo para impedir a ótima saída de bola que vinha ocorrendo debaixo de pau e pedra implantada por Paulinho e que já não tem mais a mesma persistência de outrora.

Com mais de uma semana para a próxima partida (no domingo), que será contra um time que marca bem, é esperar que o equilíbrio do time seja reestabelecido. De um jeito ou de outro.