sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Atenção, passageiros!

Com a barca atracada no porto do América, a chamada para embarque dos passageiros começou. Já embarcaram os zagueiros Gustavo e João Paulo, o volante Diego Silva, o meia Alex Henrique e o atacante Romarinho.

Até agora nenhuma palavra sobre quem será o treinador em 2017. Mas a barca continua aguardando novos passageiros.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

E o discurso não muda

Foi com tristeza que li a nota oficial do presidente do América Beto Santos. Tristeza porque ela é a confirmação de que a torcida do América continua a ser um mero detalhe para o clube.

Vejam que o América foi rebaixado no domingo à noite e a única palavra que se vê do presidente chega de forma escrita e 4 dias depois da tragédia. Nenhuma entrevista. Nada de viva voz. Nem mesmo videoconferência.

O discurso segue numa direção que parece distante da realidade: fala em rebaixamento injusto. Injusto? Um clube que só precisava de um empate dentro de casa contra o Confiança pode falar em rebaixamento injusto?

Além disso, o presidente afirma que foi eleito de forma unânime. Não foi. Não houve eleição. Por essas coisas que só acontecem no América, só houve inscrição de uma chapa para eleição, justamente a do presidente. Não houve disputa. Logo, ele não foi eleito unanimemente, mas sim aclamado presidente.

Beto Santos segue firme no comando do clube, mesmo isso significando prejuízo financeiro ao América, vez que a torcida não confia mais no seu discurso. Até porque o roteiro de 2017 segue, por enquanto, os mesmos passos do roteiro de 2016.

Deus salve o América.

A persistência no erro

Nada do que houve em 2016 deixou lição alguma para a gestão do presidente Beto Santos.

A exemplo do que houve neste ano, a temporada 2017 começa a ser desenhada sem que o América tenha sequer definido o treinador. No ano passado, ninguém sabia se Roberto Fernandes ficaria ou não, mas a montagem do elenco seguiu à revelia do comandante técnico.

A diretoria já começou a dispensar atletas, mas ninguém bateu o martelo se Diá fica ou não. Imaginando que não teremos mudança de comportamento se os personagens são os mesmos, aposto que Diá fica. É que no ano passado a maioria esmagadora da torcida queria a permanência de Roberto Fernandes, mas o presidente o dispensou. Agora a mesma maioria não quer a permanência de Diá, logo...

Nem sei quantos ditos populares caberiam aqui: "errar é humano; permanecer no erro...", "pau que nasce torto..." 

A barca atracou

A Tribuna do Norte de hoje trouxe informação de que o América vai começar a dispensar jogadores. Segundo Iury Bagadão, poucos jogadores ficarão para 2017.

Ainda de acordo com as informações da TN, conselheiros disseram que pelo menos 18 jogadores serão dispensados.

Ninguém confirma ainda se Diá permanece ou não. 

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Série C ameaçada

Claro que a questão do Botafogo-PB pode não dar em nada, mas se o STJD aceitar a denúncia, a Série C fica ameaçada.

É que a questão não envolve apenas o Botafogo-PB. Se o clube paraibano perder pontos, o ASA sobe para o 3.° lugar e o Remo assume o 4.° lugar. Isso significa que dois confrontos da nova fase estão ameaçados: Boa x Botafogo-PB e Guarani x ASA. Poderíamos ter novos confrontos: Boa x ASA e Guarani x Remo.

Talvez os confrontos Fortaleza x Juventude e ABC x Botafogo-SP não sejam suspensos. Mas a fase semifinal ficará aguardando ainda a definição das quartas de finais.

Pontos físicos de venda de ingressos de Brasil x Bolívia

Além da venda pelo site da CBF, que começa amanhã às 10h, os ingressos de Brasil x Bolívia também poderão ser adquiridos em pontos físicos de venda, mas somente a partir do dia 29/09 (quinta-feira da próxima semana).

Os pontos físicos são a Arena das Dunas e as lojas Sport Master do Midway Mall e do Natal Shopping.

Confira os preços aqui.

A hora é agora

Tendo visto a temporada acabar em 18 de setembro da forma mais melancólica possível, é chegado aquele momento de reflexão por que todo mundo passa em algum momento de insucesso na vida. É hora de parar, refletir sobre erros e procurar o engrandecimento do América.

Dizem que 2016 é um ano para ser esquecido. Não é. O que ocorreu neste ano tem que ser muito bem processado e internalizado como lição para que nunca mais se repita.

Primeiro, é preciso que os gestores do América tenham consciência de que o clube não é uma extensão da sala de casa, onde se reúnem amigos e familiares. Certamente o América foi fundado assim e isso fazia todo sentido na época. No entanto, suas conquistas ao longo de sua história centenária o retiraram há muito tempo dessa categoria: o América é de Natal, é do Rio Grande do Norte, é do Brasil, não de duas, três famílias.

Essa balela de DNA americano sempre me pareceu uma forma de barrar qualquer outro candidato que não tivesse sobrenome ligado aos cardeais do clube. Ou alguém ainda acredita que o DNA americano se referia aos jogadores, se muitos ex-ABC foram contratados logo no início dos trabalhos (vide Camilo, Gabriel, Neto Potiguar...)?

Mas deixemos isso de lado. O que importa é o agora. O presidente do América declara diariamente que ninguém é mais americano do que ele. Pois bem. Chegou a hora de provar o seu amor partindo para o sacrifício. O América não vai mais se recuperar desse baque sob o seu comando. Nem é falta de competência; é questão de carisma mesmo. O América precisa se reconciliar com sua torcida. O América precisa que os americanos façam o sacrifício de abraçar o clube novamente. Mas a torcida vê sua presença como obstáculo.

Não há mais confiança no futuro do clube em 2017, seja na C ou na D. Basta perguntar a qualquer torcedor no meio da rua. Se escapar no tapetão da D neste ano, a torcida tem como certo o rebaixamento em 2017, vez que os personagens deste enredo não mudarão. 2016 teria sido apenas um preparatório.

Porém, engana-se quem pensa que basta a saída do presidente, da comissão técnica e dos jogadores. A saída é necessária e urgente, mas não suficiente. Discute-se uma mudança de estatuto no América. Aparentemente para inglês ver, posto que essa mudança passa longe de trazer a democracia para o clube.

Os que fazem o América recusam-se a admitir que os sócios torcedores escolham o presidente do clube. Essa categoria sempre chamada a se sacrificar pelo clube, que paga em cartão de crédito para não ter risco de ficar devendo e que vê no meio da temporada o clube dar-lhes um pé no traseiro ao trocar o mando de campo para outra cidade, não serve para definir o destino do clube. Entendam: seu dinheiro serve; seu julgamento, não.

A hora é agora. Esse fundo do poço (pelo menos até agora, porque o negócio pode piorar muito em 2017 e 2018, com a possibilidade de o clube ficar sem série) é o momento exato dos verdadeiros americanos, numa expressão sempre utilizada politicamente para que críticas sejam evitadas, colocarem o América no rumo certo do engrandecimento. Parafraseando James Monroe, é chegada a hora de termos o América para os americanos (todos).

O ABC saiu na frente nesta questão e o clube terá eleições diretas. É hora do América trilhar um caminho mais democrático, mais transparente, mais próximo de sua torcida.

E se o fato de aproximar o clube da torcida não comover o conselho deliberativo do América, que pelo menos olhem o lado financeiro. Um sócio que vota não abandona o clube quando os resultados são ruins ou não concorda com a gestão: ele permanece porque sabe que seu voto poderá estancar a sangria no clube. Esse vai e vem no número de sócios baseado na campanha ou no carisma do administrador diminuiria muito. O América enfim ficaria mais próximo de um planejamento financeiro confiável.

É preciso dar o pontapé inicial nas mudanças por que clama o América. É preciso que a atual gestão prove que seu amor pelo clube é maior do que a mera manutenção de poder. É preciso que os conselheiros provem que o América está acima da vaidade e abram as eleições aos sócios, ainda que seja exigida uma permanência mínima de 2 anos e obviamente a adimplência. É o futuro do América a partir de agora que está em jogo.

Sem vencedores ou vencidos, sem situação ou oposição, marchemos todos juntos em busca de um América do tamanho que sua tradição exige.

Americanos, uni-vos!

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Parece que vai


No fim da tarde de hoje, o famoso repórter Wellington Campos, que cobre diariamente a CBF, publicou no Twitter que o presidente do Remo André Cavalcante vai mesmo provocar o STJD para que o Botafogo-PB perca pontos nesta Série C.

O repórter ainda respondeu a um tweet que perguntava sobre o presidente do América Beto Santos. Campos afirmou que não o viu por lá.

Rumores falam que o Remo já se acertou com o advogado do Fluminense, aquele que rebaixou a Portuguesa e livrou o time carioca da Série B naquela questão de intimação ou não a respeito de punição de um jogador.

Imagino que, por estratégia processual, o América não acompanhará o Remo na ação.

Saberemos amanhã.

O preço dos ingressos de Brasil x Bolívia

Prepare o bolso, minha gente! Eis o preço dos ingressos de Brasil x Bolívia, que será realizado pelas Eliminatórias da Copa 2018 na Arena das Dunas, no dia 06/10, às 21h45:

Arquibancada inferior
Norte/Sul - R$ 150 (inteira) e R$ 75 (meia)
Leste/Oeste - R$ 220 (inteira) e R$ 110 (meia)

Arquibancada superior
Leste/Oeste - R$ 170 (inteira) e R$ 85 (meia)

Setor Premium (inferior Leste com alimentos e bebidas inclusos) - R$ 300

Setor VIP (inferior Oeste com alimentos e bebidas inclusos) - R$ 350

Camarotes (inferior Oeste ou mezanino Oeste com alimentos e bebidas inclusos) - R$ 400 por assento (venda fechada em lotes de 18 a 30 lugares)

Camarote Villa Mix (camisa exclusiva do camarote, espaço exclusivo com lounge, open bar com whisky, vodka, cerveja e refrigerante, DJ, shows de Banda Eva e Pedro & Benício) -R$ 350

As vendas começam na próxima quinta-feira às 10h através do site da CBF.

Péssimo para o Brasil

Talvez os brasileiros não saibam, mas a Justiça Eleitoral é muito peculiar. É a única divisão do Poder Judiciário que não tem juízes nem promotores próprios. Eles são emprestados de suas funções originais e têm que acumular o trabalho para o qual prestou concurso com a função eleitoral que lhe é apontada a cada dois anos.

Nem preciso dizer quem mais se beneficia com tamanho peculiaridade... O volume de questões a serem julgadas numa eleição às vezes nos coloca na situação esdrúxula de um eleito ser afastado tão somente às vésperas da próxima eleição. E com prazos prescricionais de 3 anos e eleições a cada 4 anos (para os mesmos cargos; para outros, a cada 2), não fica difícil entender por que a Justiça Eleitoral é emprestada.

Pior é quando o Poder Judiciário nem se compadece de situações especiais. Veja-se o caso das eleições de 2014. Há uma ação que tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desde aquele ano pedindo a cassação da chapa Dilma-Temer. Estamos falando da presidência do Brasil! O TSE não fez um só esforço para dar celeridade a ela, mesmo sabendo que isso é uma espécie de sombra sobre os eleitos. Ministros pedem vistas intermináveis do processo e chegamos à esdrúxula situação de Dilma ter sofrido impeachment (processo que começou bem depois) e nada de sair a decisão do TSE.

Querem saber a melhor? O presidente do TSE Gilmar Mendes já disse que a decisão não sairá antes de 2017. Não seria nada demais não fosse por um detalhe: se o presidente cair na metade final do mandato, a eleição do sucessor, para terminar o mandato, se dá indiretamente, pelo Congresso Nacional. Se a chapa Dilma-Temer fosse cassada ainda em 2016 (não sabemos se a decisão será nesse sentido, mas é possível), o povo escolheria novo presidente.

Estando o Brasil numa situação tão delicada, caberia ao Poder Judiciário perceber a gravidade dessa lentidão e evitar novos desgastes à política nacional. Não é possível que os Ministros do TSE não percebam que uma ação envolvendo a presidência do país requer prioridade máxima de esforços.

Já não basta o papelão a que o Supremo Tribunal Federal vem sendo submetido a cada ato e/ou declaração de Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes. Agora ainda temos que aguentar o TSE permitir a ressurreição de eleições indiretas no Brasil por não dar celeridade a um julgamento de chapa presidencial. Isso é, no mínimo, insensibilidade. 

Que a justiça seja cega, Ok. Mas dar as costas a um país é demais!